17/10/2003
Bush. Prepotente e louco.
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Bush quer liberar caça de animais
sob risco de extinção fora do país
Reportagem do jornal "The Washington Post" diz que o governo
do presidente George W. Bush estuda mudar as leis de proteção a
espécies ameaçadas de extinção, de modo a permitir que
caçadores, circos e comerciantes de animais matem, capturem ou
importem animais daquelas espécies para os Estados Unidos. A
importação de marfim, por exemplo, seria liberada. Espécies
norte-americanas sob risco de extinção continuariam protegidas
por lei.
Segundo o "Post", o argumento é que dar aos norte-americanos
acesso a animais sob risco de extinção permitiria atender à
demanda por animais, peles e troféus de caça e gerar lucros que
permitiriam aos países mais pobres pagar por políticas de
conservação da natureza.
Grupos ambientalistas contestam esse raciocínio. "É um
precedente muito perigoso decidir que a exploração da vida
selvagem seria algo no melhor interesse da vida selvagem",
comentou Adam Roberts, pesquisador do Animal Welfare Institute.
Defendendo a proposta de mudança, o
vice-secretário-assistente do Interior dos EUA, David Smith,
disse que ela é absolutamente consistente com a Lei de Proteção
de Espécies em Perigo, tal como ela está escrita.
Para Kenneth Stansell, diretor-assistente de Assuntos
Internacionais do Serviço de Pesca e Vida Selvagem dos EUA,
permitir que caçadores, circos e lojas de animais
norte-americanos paguem a outros países pelo direito de caçar ou
capturar animais em extinção permitiria levantar recursos para
programas de conservação de animais daquelas mesmas espécies.
"A partir do momento em que você coloca um preço nos animais
selvagens, o incentivo é para matar ou capturar esses animais.
No momento em que as pessoas perceberem que terão facilidades
para matar ou capturar um animal e obter lucro, elas vão fazer
isso", reagiu Roberts.
O "Washington Post" observa que a mudança na lei é apoiada
por grupos como o Safari Club International, que contribuiu
financeiramente para a campanha eleitoral de George W. Bush à
Presidência dos EUA em 2002.