Vôo de brasileiros deportados
dos EUA terá forte segurança
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Brasileiros detidos nos EUA
(Foto: senador Marcelo
Crivella) |
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Um total de
40 agentes de segurança do
governo americano vai acompanhar
nesta terça-feira o vôo que
levará 262 imigrantes ilegais
deportados dos Estados Unidos de
volta ao Brasil, segundo
informações do senador Marcelo
Crivella (PL-RJ), que tem
acompanhado os preparativos para
a deportação no Estado do
Arizona.
O
Departamento de Segurança
Doméstica dos Estados Unidos
fretou um avião de uma empresa
portuguesa, que opera vôos
charter, especialmente para a
viagem.
De acordo
com Crivella, que deve viajar de
volta ao Brasil junto com os
imigrantes ilegais, os
americanos têm sido bastante
rígidos com a segurança do vôo.
O senador
diz que as autoridades locais
não aceitaram o pedido do
deputado João Magno (PT-MG), que
queria voltar ao Brasil no vôo
dos brasileiros deportados.
Pedidos semelhantes de
repórteres da Rede Record e da
revista Veja também
teriam sido negados, de acordo
com o senador.
Vontade
de voltar
De acordo
com Crivella, até o final de
março todos os brasileiros com
deportação já decretada pela
Justiça americana serão
repatriados.
"A decepção
(deles) é imensa e, neste
instante, as pessoas só pensam
em voltar", disse o senador à
BBC Brasil.
"A condição
psicológica é péssima. Na
verdade, os brasileiros sonhavam
em aqui enriquecer, ajudar as
famílias no Brasil, construir
uma vida melhor. E tudo isso
acaba desabando no momento em
que são presos, algemados,
levados para as prisões onde são
tratados de maneira muito fria."
As
principais reclamações dos
brasileiros presos dizem
respeito à má qualidade da
comida das cadeias americanas e
ao fato de que parte deles,
sobretudo as mulheres, estão
dividindo suas celas com
prisioneiros comuns.
A
deportação dos imigrantes
brasileiros se dá depois de
intensas negociações entre os
governos do dois países,
incluindo uma missão de
parlamentares brasileiros
enviados aos Estados Unidos no
começo do mês.
Ao
contrário do que o governo
americano pretendia fazer
inicialmente, os presos
brasileiros não serão algemados
durante o vôo e tampouco
embarcarão com os uniformes
usados por imigrantes ilegais no
país.