Polícia do Rio "caça" cantor Belo
da Folha Online
Agentes da Polícia Civil do Rio de Janeiro
tentam localizar o cantor Marcelo Pires Vieira,
o Belo. Ele foi condenado nesta quinta-feira
pela Justiça, em segunda instância, a oito anos
de prisão por tráfico e associação para o
tráfico.
Um mandado de prisão contra o pagodeiro foi
expedido pela 8ª Câmara Criminal do TJ (Tribunal
de Justiça) do Rio. Ele continua foragido.
Durante a madrugada desta sexta-feira, policiais
realizaram buscas na casa do cantor e em casas
noturnas, mas não localizaram Belo. As buscas
continuam.
E.Rodrigues/Folha Imagem |
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O cantor
Marcelo Pires Vieira
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Belo havia sido condenado, no final de
dezembro de 2002, a seis anos de prisão. A
sentença foi divulgada no começo de janeiro. Ele
chegou a ficar preso, mas, por decisão da
Justiça, obteve o direito de recorrer em
liberdade.
No entanto, a Justiça confirmou a prisão e
aumentou a pena em dois anos. O desembargador
Flávio Magalhães afirma que Belo teve a pena
aumentada por "sua conduta censurável ter
repercutido de forma desfavorável nos
admiradores adolescentes". O advogado de Belo
não foi localizado.
Outros acusados
A Justiça também condenou a oito anos de prisão,
pelos mesmos crimes, Antonio Carlos Ferreira
Gabriel, o Rumba, ex-presidente da associação de
moradores da favela do Jacarezinho (zona norte).
Além deles, outras 20 pessoas foram denunciadas
pelo Ministério Público no ano passado por
envolvimento no mesmo processo, entre elas Elias
Pereira da Silva, o Elias Maluco --acusado
também pelo assassinato do jornalista Tim Lopes.
Ele teve a pena aumentada de 13 para 15 anos de
prisão.
Crime
As suspeitas de envolvimento de Belo com
traficantes surgiram a partir de grampos,
autorizados pela Justiça, em abril de 2002. Os
grampos revelaram conversas entre o cantor e
Waldir Ferreira, o Vado, apontado pela polícia
como gerente do tráfico na favela do Jacarezinho
(zona norte).
Vado foi morto em 20 de agosto do ano passado,
durante confronto com policiais militares na
favela.
Nas conversas telefônicas interceptadas, o
traficante pede R$ 11 mil para comprar um
"tecido fino". Em troca, daria um "tênis AR"
para Belo. Para a polícia, o "tecido fino" é
cocaína e o tênis, um fuzil AR-15.