Cidade
População pede saída de prefeito
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MANIFESTAÇÃO EM FRENTE À PREFEITURA
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Manifestação em frente à
prefeitura cobrou punição para as irregularidades e uma solução para
os salários atrasados
Ana Cristina Oliveira
AURELINO LEAL (DA SUCURSAL SUL DA BAHA) – Moradores de Aurelino
Leal fizeram uma manifestação, na tarde de ontem, pedindo a cassação
do prefeito Wilson Rodrigues Figueiredo (PFL). Com faixas e aos
gritos, os manifestantes pararam em frente à prefeitura cobrando o
pagamento dos salários, com atraso de até quatro meses, e cobrando
punição para as irregularidades que uma comissão processante da
Câmara de Vereadores detectou nas obras de quatro convênios
assinados com os governos federal e estadual, que dão um prejuízo ao
município em torno de R$ 800 mil.
A comissão, instalada em maio, tentou ouvir o prefeito duas vezes,
mas ele ignorou a convocação e conseguiu liminares da Justiça
suspendendo duas sessões da Câmara. Em função disso, o prefeito
teria convencido oito dos 11 vereadores do município a esvaziarem o
trabalho da comissão processante. A alternativa encontrada foi
entregar as acusações ao Ministério Público, que promete denunciar o
prefeito à Justiça ainda este mês. Wilson Figueiredo, que não é
encontrado para ser notificado, estaria no Chile, participando de um
congresso médico.
ADULTERAÇÃO – Segundo um dos membros da comissão, José
Augusto Neto (PP), os documentos que o prefeito apresentou são
falsos. “Ele adulterou até o Diário Oficial da União, do dia 19 de
novembro de 2001, para a tomada de preços na licitação de obras do
convênio 2869/01, com a Fundação Nacional de Saúde (Funasa), que
prevê a construção de 180 sanitários em residências no bairro
Antônio Carlos Magalhães”, diz José Augusto. O valor da obra é de R$
250 mil e foram construídas 150 unidades das 180 previstas.
A adulteração tinha o objetivo de beneficiar a Macrofast Engenharia
e Serviços Ltda, que já havia sido escolhida para realizar as obras
dos quatro convênios. Em troca, a empresa iria ratear 16% do valor
das obras entre o prefeito, o secretário municipal de Finanças,
Jarbas Salomão, e o assessor da prefeitura, José Raimundo Araújo,
conforme depoimento de um dos encarregados do serviço, Enéas Corte
da Rocha, à comissão processante e ao Ministério Público.
Outro convênio fraudado, segundo os vereadores, o de número 846/01,
assinado com a Funasa, no valor de R$ 200 mil, previa a implantação
do sistema de abastecimento de água do distrito de Laje do Banco.
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