29/10/2003

                               

         

29/10/2003
 
     
     
     

        

Cidade
População pede saída de prefeito

 
   Divulgação
  aurelino leal. mu
 
MANIFESTAÇÃO EM FRENTE À PREFEITURA
 

Manifestação em frente à prefeitura cobrou punição para as irregularidades e uma solução para os salários atrasados

Ana Cristina Oliveira

AURELINO LEAL (DA SUCURSAL SUL DA BAHA) –
Moradores de Aurelino Leal fizeram uma manifestação, na tarde de ontem, pedindo a cassação do prefeito Wilson Rodrigues Figueiredo (PFL). Com faixas e aos gritos, os manifestantes pararam em frente à prefeitura cobrando o pagamento dos salários, com atraso de até quatro meses, e cobrando punição para as irregularidades que uma comissão processante da Câmara de Vereadores detectou nas obras de quatro convênios assinados com os governos federal e estadual, que dão um prejuízo ao município em torno de R$ 800 mil.

A comissão, instalada em maio, tentou ouvir o prefeito duas vezes, mas ele ignorou a convocação e conseguiu liminares da Justiça suspendendo duas sessões da Câmara. Em função disso, o prefeito teria convencido oito dos 11 vereadores do município a esvaziarem o trabalho da comissão processante. A alternativa encontrada foi entregar as acusações ao Ministério Público, que promete denunciar o prefeito à Justiça ainda este mês. Wilson Figueiredo, que não é encontrado para ser notificado, estaria no Chile, participando de um congresso médico.

ADULTERAÇÃO – Segundo um dos membros da comissão, José Augusto Neto (PP), os documentos que o prefeito apresentou são falsos. “Ele adulterou até o Diário Oficial da União, do dia 19 de novembro de 2001, para a tomada de preços na licitação de obras do convênio 2869/01, com a Fundação Nacional de Saúde (Funasa), que prevê a construção de 180 sanitários em residências no bairro Antônio Carlos Magalhães”, diz José Augusto. O valor da obra é de R$ 250 mil e foram construídas 150 unidades das 180 previstas.

A adulteração tinha o objetivo de beneficiar a Macrofast Engenharia e Serviços Ltda, que já havia sido escolhida para realizar as obras dos quatro convênios. Em troca, a empresa iria ratear 16% do valor das obras entre o prefeito, o secretário municipal de Finanças, Jarbas Salomão, e o assessor da prefeitura, José Raimundo Araújo, conforme depoimento de um dos encarregados do serviço, Enéas Corte da Rocha, à comissão processante e ao Ministério Público.

Outro convênio fraudado, segundo os vereadores, o de número 846/01, assinado com a Funasa, no valor de R$ 200 mil, previa a implantação do sistema de abastecimento de água do distrito de Laje do Banco.
 

         

 Fonte: A Tarde