Das agências internacionais
Em Olímpia (Grécia)
As nuvens escuras que pairavam sobre os Jogos Olímpicos da Grécia
pareceram clarear nesta quinta-feira, quando a cerimônia para
acender a tocha foi realizada sem nenhum problema.
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| A atriz Thalia
Prokopiu conduz a tocha em cerimônia em Olímpia, na Grécia |
Como se abençoada pelo deus grego do Sol, Apolo, a
sacerdotisa do templo de Hera, papel interpretado pela atriz grega
Thalia Prokopiu, levantou uma tocha cuja chama foi acesa pelos raios
do sol, com a ajuda de um espelho de aço.
"Apolo, deus do sol e deus da idéia da luz, envie-nos seus raios
para acender a tocha para Atenas", pediu Prokopiou nas arqueológicas
ruínas de Olímpia, berço dos Jogos.
Ela levou a tocha até o campeão de arremesso de dardo grego Costas
Gatzioudis, que foi o primeiro a carregar a chama, que percorrerá
durante os próximos sete dias a península do Peloponeso e as ilhas
do golfo de Salônica.
No dia 31 de março chegará ao Estádio Panathinaikó de Atenas, no
qual se realizaram os primeiros Jogos da era moderna, em 1896.
Ali estará até o dia 4 de junho, quando começará uma viagem
internacional de 35 dias, com escala inicial em Sydney, sede dos
últimos Jogos.
O fogo percorrerá pela primeira vez na história os cinco
continentes, com duas escalas na África (Cairo e Cidade do Cabo) e
uma na América do Sul (Rio de Janeiro), zonas pelas quais nunca
tinha passado.
No dia 9 de julho voltará à Grécia e durante 43 dias percorrerá os
quatro pontos cardeais do país até chegar, no dia 13 de agosto, ao
Estádio Olímpico de Atenas para a cerimônia inaugural dos Jogos.
Terá então percorrido 78 mil quilômetros.
Faltando 141 dias para a abertura dos Jogos, no dia 13 de agosto, a
cerimônia da tocha, mesmo que por alguns instantes, ofuscou as
preocupações com os atrasos nas obras das instalações para os Jogos
e com a segurança por causa do terrorismo internacional.
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