Foram transportados 13 arquivos de aço, com fotos, cartazes,
filmes, livros, panfletos e revistas, 220 mil microfichas, além
de 1.259 caixas. Três caminhões e duas vans foram utilizados
para levar os documentos. O material foi produzido pelo Serviço
Nacional de Informação (SNI), pelo Conselho de Segurança
Nacional (CSN) e pela Comissão Geral de Investigações (CGI), no
período de 1964 a 1990.
Para a ministra chefe da Casa Civil da Presidência da República,
Dilma Roussef, "ao tirar os arquivos dos órgãos de inteligência
e passar para órgãos arquivísticos, se permite preservar a
memória do país e que a sociedade reflita sobre os valores da
democracia".
Os documentos estarão disponíveis ao público a partir do início
de 2006. Esse é prazo máximo, segundo a ministra, para que o
material seja organizado no novo ambiente. O Arquivo Nacional
foi ampliado, recebeu climatização e terá mecanismos de
monitoramento 24 horas por dia.
Os arquivos que datam até o ano de 1975 tiveram o seu sigilo
expirado e estarão todos disponíveis. As pessoas diretamente
interessadas – que tiveram o nome citado no arquivo –, o
cônjuge, ascendentes ou descendentes poderão acessar seus
arquivos sem restrição. Para as demais pessoas, será preciso
pedir autorização de alguém que tenha o nome naqueles processos.
Documentos com data após 1975 dependem da expiração do sigilo:
de 20 anos para os considerados secretos e de 30 anos para os
ultra-secretos.