| 26/05/2006 -
Da redação / D. Braga |
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Morre Alcides Lacerda |
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Faleceu hoje, 26/05 em Eunápolis Bahia, Alcides
Lacerda.
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Alcides Lacerda, o
mesmo
que
Alcides Góbiras Lacerda, um "gênio" de boa vontade, do esforço e da
curiosidade, escreveu 41 (quarenta e um) livros em um período de 37
(trinta e sete) meses e 7 (sete) dias. |
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Alcides Lacerda
nasceu na fazenda Realeza, norte do Estado de Minas Gerais, hoje
município de Jordânia, no dia 14 de março de 1929, casado,
agropecuarista, batizado, crismado e consagrado na Igreja
Católica, seguidor dos ensinamentos Espíritas ( filiado ao
Espiritismo Kardecista), filiado no Círculo Esotérico da Comunhão do
Pensamento, era esoterista e um dos primeiros filiados na Legião da
Boa Vontade (LBV) fundada no ano de 1949 pelo imortal Alziro Zarur. |
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Foi vaqueiro,
tropeiro, carpinteiro, serrador, açougueiro, alfaiate, balconista,
mascate, comerciário, caminhoneiro, comerciante, tendo exercido
também
as funções de Fiscal Municipal, Oficial de Registro Civil, Auxiliar
de Secretaria, Escrivão de Paz Substituto, Subdelegado de Polícia
(por 5 vezes). Auxiliar de Serviços do Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística (IBGE), Auxiliar de Contabilidade, além de
padeiro, oleiro, taberneiro, datilógrafo e fotógrafo. |
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Como político
militante, já foi Vereador, Prefeito Municipal (por 2 vezes) do
município de Santa Cruz Cabrália Bahia, era também cursado em
matemática e poeta, tendo escrito 847 poesias e poemas, charadista
com 4.997 charadas novíssimas, apocopadas, sincopadas, casais e em
versos, logogrifos em verso e prosa; compositor de 48 músicas, bem
como jornalista (amador), fundador do semanário A Voz da Redenção e
Jornal Cometa. |
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Escritor, escreveu
mais de 84 (oitenta e quatro) livros, dentre eles: As Palestinas; O
Cometa nas Malhas da Maldição;
Gina, a Menina das Minas da Estrada de Ferro de Minas Gerais;
Caminhas nas Cirandas do Destino; O Beijo da Libertação e Sessenta e
Quatro e os Anjos da Traição. |
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Alcides Lacerda
escreveu no final de um de seus livros: "Espero que os leitores
saberão compreender sobre a paixão deste escritor por tudo que
estiver ligado ao antigo vilarejo chamado de O MAIOR POVOADO DO
MUNDO, no passado e no presente, bem como atento para o que vier no
futuro deste lugar, o qual considero como sendo ele minha terra
natalícia ou parte do meu corpo, ao mesmo tempo em que
considero toda a gente que habita e que habitou este torrão como
sendo minha família, meu pai, minha mãe, eu mesmo e meus irmãos. Eu
te amo, Eunápolis! Eu te amo minha gente! Que Deus clareie, com seu
microscópio divinal e perene, a estrada de cada um de vós,
derramando sua bênção sobre todos e sua luz a cada olhar." |
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