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Ativistas marcham em protesto contra livre comércio
e se dividem quanto à Unctad
13:34
Pedro Malavolta
Repórter da Agência Brasil
São Paulo - Pouco mais de mil pessoas, segundo a Polícia Militar,
participaram na manhã desta segunda-feira de manifestação contra o livre
comércio, nas ruas próximas ao centro de convenções do Anhembi, onde
acontece até a próxima sexta-feira (18) a Unctad XI, 11a reunião da
Conferência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento.
"Livre comércio para as grandes potencias é liberdade, para nós é a
total exploração e destruição dos direitos e ferramentas da soberânia
dos países pobres", afirma o panfleto de convocação do ato.
O ato foi convocado pela Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS) e a
Campanha contra a Alca, entidades que reúnem sindicatos e movimentos
sociais. O Fórum da Sociedade Civil, evento paralelo à Unctad XI, apoiou
a manifestação.
Segundo Iara Pietricovsky, da Rebrip (Rede Brasileira para a Interação
dos Povos), uma das os trabalhos do fórum da sociedade civil, “o livre
comércio produz exclusão social e aprofunda a desigualdade entre as
nações. Nós não queremos viver na exclusão. Nós queremos que o povo de
todo o planeta tenha qualidade e dignidade de vida”.
O manifestantes protestavam também contra a ALCA, o OMC e o FMI. A
polêmica entre eles era a posição em relação à Unctad. Alguns eram
contra, outros achavam que era necessário fortalecê-la.
Pietricovsky está entre as que defendem. “Dentro do marco das
democracias liberais e do capitalismo, a Unctad é uma instituição que
produz a crítica. Ela é importante para os paises pobres, ajudando-os a
se defenderem.”
Julia Di Giovanni, da organização feminista da Marcha Mundial de
Mulheres, já não acredita na Unctad como alternativa para resolver os
problemas da exclusão. “Nós somos contra a política neoliberal, mas a
chamada política desenvolvimentista defendida pela Unctad também guarda
uma série de contradições”. Segundo Di Giovanni, a Unctad tem as mesmas
propostas de desenvolvimento que a OMC, em que a economia dos países
pobres deve se basear na exportação, que não resolve a desigualde social
dentro dos países.
Pouco depois das oito horas da manhã, os manifestantes começaram a se
concentrar próximo à estação de metrô Armênia, a mais próxima do
Anhembi. Com os termômetros marcando 13 graus Celsius, o ato terminou em
frente da barreira policial, a 300 metros da entrada lateral da Unctad.
Segundo a organização, 1.500 pessoas participaram do ato.
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