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29/12/2011 - Sitepopular | ||||||||
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Ministério Público denuncia vereadores envolvidos em esquema de corrupção em Mucuri | ||||||||
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Oito vereadores e dois empresários evolvidos em um esquema de corrupção desmontado pelo Ministério Público estadual no município de Mucuri estão presos e foram denunciados à Justiça hoje (27) pelos promotores de Justiça Milena Moreschi e Pablo Antonio de Almeida. Dentre os presos, sete integrantes da Câmara de Mucuri, todos acusados de receberem propina para apressar e aprovar votação de projeto de lei que beneficiaria empresa do setor urbanístico em prejuízo do interesse público, e um vereador de Nova Viçosa. Também denunciados por participação no esquema, mais um vereador e um ex-parlamentar de Mucuri encontram-se foragidos. Desencadeada na última quinta-feira, dia 22, a ‘Operação Caribe’ já cumpriu 10 mandados de prisão e 15 de busca e apreensão no extremo-sul da Bahia. As provas obtidas durante a sua execução comprovam que o projeto de lei que beneficiaria a ‘Sociedade Empresária Vescovi e Campos Ltda.’ fora aprovado apressadamente pelos vereadores em duas votações distintas, que ocorreram num intervalo de menos de quatro dias (15 e 19 de dezembro). Além disso, documento encontrado na residência do presidente da Câmara, Carlos Gonçalves de Souza, vulgo “Tazinho”, ratifica a informação de que cada vereador recebeu previamente à aprovação da lei a quantia de R$ 10 mil. Apenas dois deles teriam recebido R$ 5 mil, pois haviam escolhido completar os R$ 25 mil acordados para aprovação total do projeto em lote. Segundo os promotores de Justiça Milena Moreschi e Pablo Antonio de Almeida, que desenvolveram a operação com o auxílio dos promotores Ariomar Figueiredo e Marcos Pontes e de policiais integrantes do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e de Investigações Criminais (Gaeco), que é coordenado pela promotora de Justiça Ediene Lousado, dos nove vereadores que integram a Câmara Municipal de Mucuri, oito estariam envolvidos no esquema criminoso. Apenas uma vereadora que não se encontrava na função à época da pactuação da ação criminosa está fora do esquema, informam eles, lembrando que ela assumiu a vaga de Agripino Botelho Barreto, que renunciou ao mandato logo após o recebimento da primeira parcela. Agripino e o vereador Manoel Negino Cruz, que apresentou gravação ambiental da proposta de corrupção ao MP, encontram-se foragidos. Estão presos o presidente da Câmara, os vereadores de Mucuri Roberto Alves dos Santos, Gisele Aparecida Gazzinelli, Márcio Machado, Roberto Bastos, Wilson Cabral, Justina Cruz e os sócios da empresa ‘Vescovi e Campos Ltda, Wilsom Campos dos Santos (vereador de Nova Viçosa), Arlei Vescovi e Alan Campos. Todos os denunciados se envolveram no esquema que consistia em pagamento pela Vescovi e Campos de quantia individual de R$ 25 mil para rápida tramitação e aprovação de projeto de lei que daria regularidade ao empreendimento “Loteamento Caribe”, que estava sendo construído pela empresa sem autorização dos órgãos públicos em área legalmente inviável. Quatro vereadores chegaram a confessar que receberam o dinheiro, sendo que todos foram denunciados por corrupção passiva, os empresários por corrupção ativa (confessaram o oferecimento de lotes e a contraproposta dos vereadores para pagamento de propina) e o presidente da Câmara pelos dois crimes, pois, segundo as apurações, foi ele quem coordenou o esquema, negociando o valor e forma de pagamento da propina. O vereador Manoel Negino que apresentou a gravação ao MP também foi denunciado pois, de acordo com os promotores de Justiça, ficou comprovado que ele omitiu a participação da vereadora Justina Cruz no esquema, manipulando informações, porque tinha o interesse de formar aliança com ela para “derrubar os opositores e alcançar promoção política”. Ele não teve o interesse de promover a moralização do Legislativo local, sinalizam os promotores, destacando que o interesse do vereador era “malicioso”, para garantir vantagem em relação aos adversários. | ||||||||
23/12/2011 - Sitepopular | ||||||||
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Vereadores de Mucuri Bahia são presos na "Operação Caribe" | ||||||||
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Desencadeada na manhã desta quinta-feira, dia 22, a ‘Operação Caribe’ já cumpriu seis mandados de prisão nos municípios de Mucuri e Nova Viçosa, localizados no extremo-sul baiano. Promovida pelo Ministério Público estadual, Polícia Civil e Polícia Militar/Companhia de Policiamento Especializado da Mata Atlântica (Cipe-Mata Atlântica), a operação visa desbaratar um esquema de corrupção existente na Câmara de Vereadores de Mucuri, referente a pagamento por empresário do ramo imobiliário de vultosas quantias e na doação de bens imóveis a, pelo menos, seis vereadores de Mucuri, os quais, como contraprestação, comprometeram-se a aprovar e apressar a votação de projeto de lei de interesse do setor urbanístico, independentemente de qualquer consideração acerca do interesse público relacionado à questão, informa a promotora de Justiça titular de Mucuri, Milena Moreschi, que está atuando na operação em conjunto com o promotor de Justiça Pablo Antônio Cordeiro de Almeida, além dos promotores de Justiça Ariomar Figueiredo e Marcos Pontes e policiais do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e de Investigações Criminais (Gaeco), que é coordenado pela promotora de Justiça Ediene Lousado. Os sete mandados de prisão preventiva foram expedidos tendo em vista requerimento do MP, o qual propugnou pela prisão de seis dos nove vereadores do Município de Mucuri, entre eles o presidente da Casa, além de empresário do ramo imobiliário da Nova Viçosa e Mucuri. A promotora de Justiça lembra que o procedimento investigativo foi iniciado na última segunda-feira, dia 19, após ela ter recebido representação de um vereador de Mucuri, da qual constavam a gravação da proposta de corrupção e um pacote com R$ 5 mil recebido pelo edil. O esquema fraudulento consistia no pagamento total de R$ 25 mil a cada edil ou pagamento em dinheiro de R$ 5 mil mais um lote. “Como havia fortes indícios de corrupção ativa, solicitamos de imediato os mandados de prisão e de busca e apreensão”, destaca Milena Moreschi.
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