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30/10/2008 - Sitepopular / Da Gazeta Mercantil - Ana Lúcia França | ||||||||
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O papel da Veracel para Aracruz e Stora Enso | ||||||||
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Aracruz e Stora Enso, as duas sócias
controladoras da Veracel enfrentam um dilema. Enquanto a Aracruz negocia seu
futuro com os bancos e tenta sobreviver em meio a uma crise financeira sem
precedentes em sua história, a Stora Enso
Apesar de dizer que não pode falar pela sócia, o presidente da Stora Enso para a América Latina, Nils Grafstrom, afirma que a empresa está muito satisfeita com o projeto Veracel e trabalhará para que seja expandido. "Não mudaremos nossos planos de produzir em regiões onde os custos são mais baixos", disse o executivo. Isso porque os custos de produção na Europa tem sido um fardo para a sueco-finlandesa há alguns anos e devem se acentuar nos próximos meses, somado à crise mundial e à sobretaxa que a Rússia deve implementar, elevando de €15 para €50 o metro cúbico de madeira a partir de janeiro de 2009. "O fato é que os escandinavos também estão com a corda no pescoço", diz uma fonte do mercado. Isso porque os custos de produção no hemisfério Norte já estavam deixando de ser competitivos há muito tempo e agora, com o agravamento da crise, deve acelerar ainda mais o processo de fechamento de fábricas na Europa", diz outro analista. De acordo com uma fonte do mercado, a consolidação no setor de papel e celulose na Europa está mais forte que no Brasil, e os fabricantes estão se organizando por segmentos. Recentemente, a Stora anunciou a articulação de uma grande troca de ativos com a UPM, fixando-se na parte de papel-cartão deixando para a UPM a área de papel cuchê. "Com isso, eles vão precisar de celulose, e barata, para continuar competitivos diante dos chineses", explica uma fonte do setor. Diante do dilema das duas empresas, as informações dão conta de que o presidente da Veracel, Antônio Sérgio Alípio, veio a São Paulo para acompanhar as negociações que vararam noites no último final de semana. Em comunicado oficial, a Veracel informou que até o momento a companhia não recebeu nenhuma orientação de seus acionistas, em relação à suspensão do projeto Veracel 2. Segundo o comunicado, a empresa mantém em andamento o estudo de viabilidade e os processos de licenciamento do projeto, iniciado em 17/12/2007. Para o analista da Planner, Peter Ping Ho, o problema financeiro agora se generalizou e hoje não é mais só da Aracruz. Com essa confusão toda, se abriu um círculo, segundo ele. "Acho que o negócio hoje não está restrito apenas a uma empresa. Qualquer companhia pode fazer uma proposta, tanto pela Veracel como também pela Aracruz, por que não? Mesmo com a primeira investida da VCP a coisa agora mudou complemente", diz. Mas, para uma fonte ligada aos bancos, a venda da Veracel será a última coisa a ser feita. "Primeiro vão negociar com os bancos e credores, fazer tudo que puderem para sanear a empresa. A venda da Veracel deve ser o último recurso", diz. Inaugurada em setembro de 2005, no Sul da Bahia, a Veracel custou cerca de US$ 1,2 bilhão e tem uma capacidade de produção de 1 milhão de toneladas ano e o projeto agora era dobrar esse valor com uma segunda linha. Porém, a Aracruz recuou por falta de verba. | ||||||||
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Gazeta Mercantil - Ana Lúcia França | ||||||||
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