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17/08/06 - Sitepopular/T.Brasil

Transparência Brasil rebate tentativa de censura

 

Coligação PT-PC do B de São Paulo quer que a Justiça Eleitoral proíba a Transparência Brasil de veicular a campanha Não vote em mensaleiro. "Os partidos [...] confundem a presunção de inocência com o direito à reeleição", rebate a defesa da entidade.

 

Na última terça-feira, a coligação PT-PC do B entrou com instrumento o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo pedindo liminar para que essa corte proíba a Transparência Brasil de veicular a campanha "Não vote em mensaleiro" (e sanguessuga, gafanhoto etc.).

A mensagem da TBrasil, que sugere ao eleitor não votar em indivíduos indiciados na Justiça por crimes diversos, foi adotada por muitos atores da sociedade. Um daqueles que a adotram foi o próprio presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Marco Aurélio de Mello, que tem repetido em todas as suas aparições públicas para que o eleitor não vote em candidatos implicados em escândalos.

A defesa da Transparência Brasil, preparada pelo advogado Belisário dos Santos Júnior (do escritório Rubens Naves - Santos Júnior - Hesketh), além de apontar para a "boa companhia" com que a Transparência Brasil conta na veiculação da mensagem, aponta para o fato de que a representação do PT-PC do B quer "tolher por completo atividade lícita e cívica", a saber, a livre expressão de opinião.

A Transparência Brasil não acusa ninguém de nada e não nomeia partidos. Daí a perplexidade com que a iniciativa da coligação foi recebida pela entidade.

Conforme a defesa apresentada hoje ao TRE-SP, "Os partidos [...] confundem a presunção de inocência com o direito à reeleição. É conquista do direito e do processo penal que ninguém seja condenado previamente. [...] Eleição é outra coisa. O candidato deve ser posto à prova dos critérios éticos dominantes no patamar de cultura que vivemos hoje".

Leia aqui (em PDF) a íntegra da defesa da Transparência Brasil.

 

Sitepopular / Com informações da Transparência Brasil