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Embora envolva um jogo político complicado e diversas responsabilidades, o
cargo de senador pode ser considerado um dos melhores empregos do país.
Afinal, somados salários e vantagens, o Brasil desembolsa todos os meses
cerca de R$ 120 mil com cada um dos 81 senadores e seus gabinetes -
desconsiderando os gastos com serviço postal. Por ano, um senador custa
cerca de R$ 1,5 milhão aos brasileiros. O valor cobriria o pagamento de um
salário mínimo por mês a cerca de 350 trabalhadores, durante um ano inteiro.
No total, a cada mês, saem quase R$ 10,2 milhões dos cofres da União para
manter os parlamentares do Senado. Por ano, o Brasil desembolsa quase R$ 121
milhões em salários e benefícios para todos os senadores. O valor é quase
duas vezes maior que a dotação autorizada do Programa Rumo ao Pan (57,4
milhões), em 2005, desconsiderando restos a pagar pagos de exercícios
anteriores.
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BENEFICIOS |
VALOR R$ |
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Salário |
12.700,00 |
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Auxílio-moradia |
3.800,00 |
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Salário de 6 assessores |
48.000,00 |
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Salário dos 5 secretarios |
34.000,00 |
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Conta de telefone residencial |
500,00 |
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Gasto com Combustível* |
1.987,50 |
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Gastos com passagens** |
7.700,00 |
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Verba-indenizatoria |
15.000,00 |
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Serviços gráficos |
733,00 |
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Total |
124.420,50 |
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*Valor corresponde a 25 litros diários a
uma média de R$ 2,65 o litro |
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** Média do valor de quatro passagens
aéreas ida e volta por mês para |
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as cinco principais capitais de cada uma
das regiões do país pela TAM |
Os eleitos ao Senado este ano se juntarão aos
colegas que já ocupam o posto e passarão a receber um salário mensal de R$
12,7 mil. O valor é 14 vezes maior que o salário médio do brasileiro nas
principais capitais do país, segundo pesquisa do IBGE. Além disso, as
despesas com aluguel e conta telefônica não precisarão ser abatidas do
orçamento pessoal do felizardo. Pois, além do salário, cada senador recebe,
por mês, R$ 3.800,00 de auxílio-moradia e R$ 500,00 para pagamento da conta
de telefone residencial.
Os senadores também recebem uma espécie de ajuda de custo para cobrir gastos
dos seus gabinetes, trata-se da verba-indenizatória. No valor de R$ 15 mil,
ela engloba desde despesas com viagens e hospedagens até os custos com o
escritório do parlamentar no seu Estado de origem. Por ano, o Brasil paga R$
180 mil de verba-indenizatória a cada um dos senadores. No total, são gastos
mais de R$ 1,5 milhão com essas indenizações.
O senador também tem direito a solicitar a contratação de 11 funcionários
comissionados para seus gabinetes: seis assessores e cinco secretários. A
média salarial dos empregados dos gabinetes é alta. Cada assessor recebe R$
8.000,00 por mês e os secretários cerca de R$ 6.800,00. Assim, são
desembolsados, mensalmente, quase R$ 6,6 milhões para pagar os salários de
funcionários comissionados de todos os gabinetes dos senadores.
Gastos com locomoção também ficam por conta do contribuinte. Quem conquista
uma das cadeiras do Senado ganha um carro com motorista e tem direito a 25
litros de combustível diários. Com a gasolina custando cerca de R$ 2,65,
isso corresponde a um gasto de R$ 66,25 diários com combustível. O senador
também recebe quatro passagens aéreas de ida e volta, por mês, para visitar
seu Estado de origem. Em 2005, o Senado gastou mais de R$ 17,3 milhões em
passagens e despesas com locomoção. Este ano, até 3 de agosto, a Casa já
pagou mais de R$ 11,3 milhões com gastos dessa natureza.
O serviço postal é outra conta dos senadores que pesa no bolso dos
brasileiros. Nesse caso, o valor da despesa varia de acordo com o número de
eleitores de cada Estado. A cota mensal para os senadores do Estado menos
populoso (RR) é de R$ 4 mil e para o mais populoso (SP) é de R$ 60 mil,
segundo dados da assessoria de comunicação do Senado. Dessa maneira, somente
para cobrir os serviços postais dos gabinetes dos três representantes de São
Paulo podem ser desembolsados até R$ 2,2 milhões por ano.
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