|
No último dia 13 de
agosto, os candidatos a Prefeito e Vice-Prefeito de Prado, João Alberto
Viana do Amaral (Jonga) e José Irailton Gonçalves de Souza, entraram com um
pedido de prisão na Justiça Eleitoral contra o Sr. Márcio Hacker, Diretor
Executivo do site Prado Notícias.
Representados por seus Advogados, Dr. Esterfeson Fontes Marcial e
Dr. Sandro Gomes Ferreira, Jonga e Irailton chegaram a declarar no pedido:
- "jamais tivemos a vontade de prejudicar o Sr. Márcio Hacker
contudo, a conduta do mesmo frente ao site Prado Notícias ultrapassou os
limites do tolerável, chegando até afrontar uma decisão judicial de forma
espúria e asquerosa".
Além do pedido de
prisão os candidatos Jonga e Irailton ainda
requereram que o Juiz de Prado, Dr. Rogério Barbosa de Souza e Silva,
condenasse o mesmo a uma multa de R$31.923,00 (trinta e um mil, novecentos e
vinte e três reais).
Os pedidos dos candidatos estão baseados no processo 401/2008 ,
quando o site publicou um artigo trazendo fotos e vídeos que mostravam uma
possível distribuição de combustíveis no dia da convenção municipal por
parte de lideranças ligadas ao candidato Jonga. Logo após a publicação, o
candidato entrou com um pedido de Direito de Resposta que foi concedido pelo
Juiz de Prado. O Juiz determinou a publicação do Direito de Resposta e
disse que o conteúdo fosse publicado na página principal do site durante 7
dias. Após esse período, o Direito de Resposta poderia ser retirado se a
notícia também fosse retirada. Como é público e notório, os dois artigos
permanecem no acervo do site até os dias atuais.
No pedido de prisão, o site Prado Notícias teria descumprido uma
sentença judicial ao publicar novamente no dia 05/08 a reportagem que fala
da possível distribuição de Combustível. Ainda chegam a relatar que o Sr.
Márcio Hacker inequivocamente recusou o cumprimento da ordem judicial.
Comentando o pedido de Prisão e Multa de mais de R$31 mil, Márcio Hacker
(Diretor Executivo do site Prado Notícias), disse que a perseguição por
parte dos candidatos Jonga e Irailton se deve a não aceitação de
proposta que lhe foi feita pelo Sr. Jonga.
- "Fui procurado várias vezes pelo Sr. Jonga durante o ano de 2008
principalmente quando o mesmo abandonou o grupo do Prefeito Wilsinho e se
filiou ao PC do B para sair como candidato nas próximas eleições. Jonga
queria que através
do Prado Notícias eu deixasse seu nome em evidência na
sociedade até as eleições, pois, fora da Secretaria de Saúde, seria
complicado para ele ficar popular no município já que não teria mais como
fazer política usando a Secretaria".
- "Toda proposta que recebi do Sr. Jonga era baseada na promessa de
que se o mesmo ganhasse as eleições, eu ficaria responsável pela Secretaria
de Comunicação e teria salário de R$3 mil reais por mês. Só que, durante
esse período, não receberia nenhum pagamento por qualquer tipo de trabalho e
receberia apenas ajudas em combustível".
- "Como o Prado Notícias é um dos sites mais acessados no Sul e
Extremo Sul da Bahia e conhecido nacional e internacionalmente, cobrindo
notícias em mais de 6 municípios, jamais precisaria me vender para um
político corrupto e perseguidor como o Sr. Jonga. Esse pedido de prisão e
multa contra minha pessoa nada mais é do que uma demonstração de desespero
por parte dos candidatos Jonga e Irailton".
-" Sempre publiquei durante o ano que se passou, tudo o que foi
notícia na cidade de Prado. Jamais vou usar o Prado Notícias para colocar em
evidência qualquer fato que não seja notícia".
- "Esse é mais um exemplo de proposta política dos candidatos Jonga
e Irailton. Se ganharem as eleições algum dia perseguirão o povo dessa forma
também? Quem não for a favor dos seus ideais deve ser surrado, processado e
preso? A todo custo estamos vendo a tentativa desesperada dos candidatos em
acabar com o site Prado Notícias e com o seu proprietário. Entretanto, é
importante não esquecer que a CONSTITUÍÇÃO FEDERAL confere a todos os
cidadãos a livre liberdade de expressão".
Quanto ao pedido de Prisão e Multa, o Juiz de Prado, Dr. Rogério
Barbosa de Souza e Silva, negou e arquivou o processo. |