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Brasília - A partir de 1º de janeiro de 2009,
45 cidades podem ter como prefeitos políticos que enfrentam vários processos
na justiça. O número faz parte de um balanço, da campanha Eleições Limpas,
divulgado hoje (21) pela manhã pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB).
"A sociedade brasileira está mais atenta, está mais exigente. E deu uma
resposta positiva nas urnas", afirmou o presidente da AMB, Mozart Valadares.
O levantamento da AMB chegou a 95 municípios - 26 capitais e 69 cidades com
mais de 100 mil habitantes. Nessas localidades, existem 125 chapas
concorrendo à chefia do Executivo municipal. Deste total, 45 foram
identificados como políticos que a Justiça já abriu processos criminais ou
civis por improbidade.
"O eleitor, diante da informação, pode fazer um julgamento, pode fazer uma
avaliação. Essa informação foi essencial para que o eleitor pudesse recusar
mais de 60% dos candidatos com pendências judiciais", comentou o presidente
da AMB. A entidade não divulgou quantos candidatos que enfrentam processos
foram eleitos no primeiro turno e quantos passaram para o segundo.
O Congresso em Foco mostrou que, das 11 capitais onde os eleitores voltarão
às urnas no próximo dia 26 para a escolha do prefeito, nove têm candidatos
que respondem a processo na Justiça. Em cinco delas, os dois concorrentes
têm pendências judiciais. Ao todo, 14 dos 22 postulantes que seguem vivos na
corrida eleitoral enfrentam 100 ações no Judiciário (leia mais).
No levantamento do Congresso em Foco, foram consultadas as páginas na
internet do Supremo Tribunal Federal (STF), da Justiça Federal e dos
tribunais de Justiça de cada estado. A proposta foi sistematizar as
informações disponíveis sobre a situação judicial de cada um dos candidatos
às prefeituras das 26 capitais, utilizando as ferramentas ao alcance dos
eleitores. |