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11 de Setembro de 2001. Às primeiras horas da manhã em Nova Iorque, dois aviões comerciais despenharam-se contra o World Trade Center. As duas torres, emblemáticas da baixa de Manhattan, acabaram por se desmoronar, e cerca de três mil pessoas morreram. Um outro avião caiu entretanto no Pentágono, em Washington. Cinco anos depois do maior ataque terrorista de sempre, o seu principal autor, Bin Laden, continua à solta, apesar da grande ofensiva aberta pelos Estados Unidos contra um inimigo invisível. O Mundo mudou, a ameaça continua presente.

 
 
 
 
 
 

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10/09/06 - Sitepopular

11 de Setembro

O Mundo cinco anos depois

Eram 8h46 quando um Boeing 757 da American Airlines chocou contra a torre norte do World Trade Center. Cerca de um quarto de hora depois, às 9h03, já com todas as televisões em direto do local, um segundo aparelho, um Boeing 767 da United Airlines colidiu na torre sul. Imagens de terror, que arrepiaram todo o Mundo, cujo o assombro foi amplificado com o desmoronamento do edifício, cerca de hora e meia mais tarde.

Entretanto, meia hora depois do segundo embate no World Trade Center, um terceiro avião desviado despenhou-se sobre o Pentágono, em Washington. Mais meia hora e um quarto aparelho caiu num campo aberto na Pennsylvania – o quarto ataque, que teria como alvo o Capitólio ou a Casa Branca – acabou por ser gorado pelos próprios passageiros do voo 93 da United Airlines, que já sabiam o que acabara de acontecer em Nova Iorque.

Quase 3.000 pessoas morreram: 2.602 no World Trade Center, 125 no Pentágono e 246 nos quatro aviões desviados.

 

Guerras no Afeganistão e Iraque

Por detrás dos maiores atentados terroristas de sempre, estiveram 19 jovens árabes extremistas que, armados com x-actos, canivetes e latas de 'spray' de pimenta, sequestraram e desviaram quatro voos domésticos. Ter-lhes-á bastado menos de 400 mil euros para levar a cabo a acção.

O ataque foi reivindicado um ano depois pela Al-Qaeda, mas desde logo o seu líder Bin Laden foi apontado como o principal suspeito. E menos de um mês depois, o Presidente dos EUA, George Bush, lançou uma ofensiva militar contra o Afeganistão, último paradeiro conhecido do terrorista. O regime talibã no país acabou por ser afastado, mas a violência no território persiste.

Os norte-americanos prosseguiram então a campanha anti-terrorismo no Iraque, em 2003. Saddam Hussein caiu, foi detido e está a ser julgado. O país vive agora numa recém-nascida democracia, onde também ainda os conflitos e ataques marcam o dia-a-dia.

 

Al-Qaeda atingida, mas adapta-se

Cinco anos depois, Bin Laden continua por capturar. Pelos atentados de 11 de Setembro, apenas uma pessoa foi julgada nos Estados Unidos: Zacarias Moussaoui, um franco-marroquino de 37 anos, condenado a 3 de Maio deste ano a prisão perpétua. Moussaoui declarou-se culpado de conspiração terrorista e jurou fidelidade a Bin Laden.

A Al-Qaeda foi duramente atingida, mas nem por isso a ameaça de terrorismo nos Estados Unidos e em todo o globo foi afastada. Prova disso são os atentados em Madrid, a 11 de Março de 2003, e de Londres, a 7 de Julho de 2005. E já este ano, a capital do Reino Unido voltou a estar em alerta máximo, depois das autoridades conseguirem evitar um ataque em larga escala, cuja estratégia passava por fazer explodir 20 aviões em cidades britânicas e norte-americanas, com explosivos transportados em bagagem de mão.

Cinco anos depois, o inimigo invisível adaptou-se e está hoje mais disperso, organizando-se em pequenas células que agem em nome de uma ideologia extremista e que não dependem de um comando centralizado.

 

Mais segurança, menos liberdade

Por outro lado, nos meses e anos que se seguiram ao 11 de Setembro, os Estados Unidos e dezenas de outros países quiseram também prevenir futuros ataques aprovando legislações e regras mais duras, alargando competências das forças de segurança em matéria de investigação e detenção de suspeitos de terrorismo, endurecendo as leis de imigração, apertando medidas de controlo em aeroportos, portos e fronteiras.

Tornou-se então evidente o difícil equilíbrio entre segurança e direitos que marca o Mundo pós-11 de Setembro e, à margem das novas restrições aceites pela maioria como "um mal necessário", desenvolveram-se acções que fizeram ressurgir a discussão sobre se os fins justificam todos os meios.

Cinco anos depois, "há mais terrorismo, há mais morte, há mais guerra (…) e, sobretudo, há violações constitucionais", disse há dias o realizador de cinema Oliver Stone, autor de uma das primeiras longas-metragens sobre os atentados, o recém-estreado "World Trade Center". "Alguém me perguntou se [o filme] tinha sido feito cedo demais. Penso que foi feito tarde demais: Temos de acordar e de acordar depressa".

 
 

Sitepopular com informações da Agência Lusa e SIC