Com o objetivo de discutir questões relacionadas ao impacto ambiental decorrente do uso de sacolas plásticas para
empacotamento de mercadorias nas redes de supermercado, bem como propor medidas de proteção ao meio ambiente e aos consumidores, o Ministério Público estadual, por intermédio dos Centros de Apoio Operacionais às Promotorias de Defesa do Consumidor (Ceacon) e de Defesa do Meio Ambiente (Ceama), promoverá, no próximo dia 20, às 9h30, na sede do MP (localizada na Avenida Joana Angélica, nº 1312, Nazaré), reunião com representantes das redes Bompreço, Extra, GBarbosa, Hiperideal e Mercantil Rodrigues, além da Associação Baiana de Supermercados (Abase) e da Coordenadoria de Defesa do Consumidor (Codecon).
As coordenadoras do Ceama e Ceacon, respectivamente, as promotoras de Justiça Ana Luzia Santana e Railda Suzart, chamam atenção para o fato de que os consumidores têm sido obrigados a transportar os produtos em mais sacolas plásticas devido à sua fragilidade e facilidade de rompimento. “Isso faz com que haja uma grande quantidade de sacolas plásticas nas ruas, penduradas em árvores, entupindo bueiros, caindo em rios, córregos e mares, causando danos à fauna aquática e morte de tartarugas e golfinhos por ingestão do plástico”, salienta Ana Luzia. Ela acrescenta que, por ser um produto inorgânico, derivado do petróleo, a sacola plástica demora cerca de 400 anos para se decompor, sendo, portanto, o seu descarte inadequado prejudicial ao meio ambiente.
Durante a reunião, serão propostas aos representantes das redes de supermercado a melhoria da qualidade das sacolas plásticas descartáveis e a adoção de alternativas que propiciem a redução do seu uso, bem como o aperfeiçoamento das questões relativas ao direito de informação e de
proteção aos consumidores, explica Railda Suzart. A utilização de sacolas retornáveis, feitas de tecido, de fibra natural ou de materiais recicláveis será uma das sugestões a serem apresentadas pelas representantes do Ministério Público, que informarão também sobre legislações em vigor em outras capitais brasileiras que dispõem sobre a substituição gradativa de sacolas plásticas por sacolas ecológicas em estabelecimentos públicos e privados.


Hiperideal e Gbarbosa e da Associação Baiana de Supermercados (Abase) comprometeram-se em estudar propostas para a melhoria da qualidade das sacolas plásticas descartáveis utilizadas no empacotamento de mercadorias, bem como para a redução gradativa do seu uso. Lamentando a ausência de representantes das redes Bompreço, Extra e Mercantil Rodrigues, que não encaminharam justificativas para o não-comparecimento à reunião, Ana Luzia ressaltou a necessidade da conjugação de esforços para coibir o uso indiscriminado das sacolas plásticas, cujo descarte inadequado vem trazendo vários prejuízos ao meio ambiente.
