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10/02/2009 - Sitepopular

Vereadores pedem aprovação da PEC que amplia vagas em Câmaras

 

Uma comitiva de vereadores de todo o país está hoje (10) na Câmara dos Deputados para tentar sensibilizar os parlamentares para que aprovem a proposta de emenda à Constituição que amplia vagas em Câmaras Municipais, a chamada PEC dos Vereadores. Para a União dos Vereadores do Brasil (UVB), a alteração aprovada no fim do ano pelo Senado não vai representar mais despesas para os municípios.

Em café da manhã com jornalistas, o vice-presidente da UVB, Sebastião Misiara, argumentou que a alteração feita pelo Senado não vai aumentar os gastos das Assembléias porque a própria Constituição já limita as despesas com os Legislativos Municipais. Por outro lado, disse Misiara, se a Câmara voltar a colocar o artigo que propõe o corte do orçamento, as Assembléias ficarão reféns dos prefeitos.

"Com a PEC, o número de vereadores no país vai passar de 53 mil para 59 mil. Apesar do crescimento do número de vereadores, a verba destinada às Assembléias será a mesma", afirmou Misiara. Segundo ele, as despesas com os Legislativos Municipais variam entre 2,5% e 3% do orçamento do município, de acordo com o total da população.

"Se aumentarem o número de vereadores e reduzirem o orçamento, teremos um Legislativo Municipal totalmente dependente dos prefeitos. No entanto, se diminuírem o número de vereadores e deixarem o orçamento como está, haverá uma brecha para que as Assembléia virem lugares recheados de luxo", argumentou.

De acordo com Misiara, a solução para o impasse é a Câmara aprovar o aumento do número de vereadores e não derrubar a alteração feita no Senado. "A Câmara pode fazer uma série de exigências em relação aos gastos das Assembléias e para dar transparência nesses gastos", disse.

"Vamos mostrar que os deputados estão cometendo um equívoco", acrescentou o vice-presidente da UVB em relação à idéia do presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), de fazer com que a PEC volte a tramitar na Casa.

No ano passado, a PEC foi responsável por divergências entre deputados e senadores. Isso porque, na Câmara, a proposta foi aprovada com aumento do número de vereadores, mas com a redução do repasse de recursos para as Assembléias. Já os senadores derrubaram o corte no orçamento das assembléias.

Em entrevista recente, Temer disse que não há como a Câmara promulgar a proposta. Segundo ele, a PEC vai ter ova tramitação na Câmara, começando pela Comissão de Constituição e Justiça, passando depois por uma comissão especial e por último pelo Plenário. "A regra é que quando há mudança em uma das Casas, e como tem de ser aprovada em dois turnos, você tem que fazer toda a tramitação aqui".

 
 

03/02/2009 - Sitepopular

 

Temer: Pec dos Vereadores pode ser votada

 

O recém empossado presidente da Câmara Federal, Michel Temer (PMDB-SP), afirmou essa segunda-feira (2) que a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que cria 7.343 novas vagas de vereadores no país pode ser votado. O polêmico projeto foi barrado pelo ex-chefe da Casa, Arlindo Chinaglia (PT-SP), que não aceitou a alteração do artigo que proibia o aumento dos custos do Legislativo com o ajuste. A medida foi defendida pelo peemedebista Garibaldi Alves (RN), então presidente do Senado, que chegou a levar a questão ao Supremo Tribunal Federal (STF), por meio de um mandado de segurança, para que houvesse a promulgação. “Conheço bem a matéria, mas ainda não tenho resposta. É possível que venha a plenário”, revelou Temer. O parlamentar declarou ainda que pretende promover uma maior integração entre os três poderes na Casa. (Bahia Notícias)

 

02/02/2009 - Sitepopular

 

Michel Temer é eleito presidente da Câmara para o biênio 2009/10

 

O deputado Michel Temer (PMDB-SP), apoiado por um bloco de 14 partidos, foi eleito presidente da Câmara dos Deputados para o biênio 2009/10, com 304 do total de 509 votos. O deputado Ciro Nogueira (PP-PI), do PP, ficou em segundo, com 129 votos. Aldo Rebelo (PCdoB-SP), do bloco PCdoB-PSB-PMN-PRB e Psol, foi o terceiro colocado, com 76 votos. Não houve votos em branco e nulos.

Temer deve tomar posse em seguida e conduzir a apuração para os demais cargos da Mesa Diretora, também sujeitos a segundo turno.

Quem é Michel Temer
Filho de um comerciante de origem libanesa, o paulista Michel Miguel Elias Temer Lulia, 68 anos, cravou um feito histórico ao eleger-se presidente da Câmara pela terceira vez. Antes dele, no período republicano), somente dois homens conseguiram a mesma proeza: o também paulista Ulysses Guimarães e o piauiense Flávio Marcílio. Temer ocupou a presidência nos períodos de 1997-1999 e 1999-2001.

Advogado pela tradicional Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), casado pela segunda vez e pai de quatro filhos, Michel Temer sempre teve uma atuação no meio jurídico paralela à vida política. Mestre e doutor em Direito, deu aulas na PUC de São Paulo e na Faculdade de Direito de Itu (SP). É autor de quatro livros, sendo que o mais recente, sobre Direito Constitucional, está na 22ª edição.

Vida política
A iniciação política ocorreu no início dos anos 60, como oficial de gabinete de seu ex-professor Ataliba Nogueira, um intelectual conhecido na área jurídica, secretário de Educação do governo Adhemar de Barros. A partir daí, Temer ocupou diversos cargos, como o de procurador-geral do estado de São Paulo e de secretário de Segurança Pública - este último a convite de dois governadores (Franco Montoro e Luiz Antônio Fleury Filho). Coube a ele, como secretário, criar a primeira Delegacia da Mulher do País, em 1985.

A estreia no Congresso ocorreu em 1987, como deputado constituinte. De lá para cá foram seis mandatos, sempre pelo PMDB, partido que preside desde 2001. Foi também líder do seu partido entre 1995 e 97 e do bloco PMDB/PSD/PSL/PSC de 1996 a 1997. No Parlamento, Temer destacou-se pela capacidade de articulação e o trânsito entre oposição e governo.

Na eleição de hoje, contou com o apoio de 14 legendas. O arco partidário foi do PT ao DEM, juntando aliados e oposicionistas ao governo Lula. Por causa dessa costura política, os partidos divulgaram uma declaração na qual afirmaram que o novo presidente era "um candidato da instituição".

Atuação na Câmara
Na Câmara, Temer ocupou também a presidência da Comissão de Finanças e Tributação, além de ser uma figura cativa do PMDB na Comissão de Constituição e Justiça e Cidadania, a mais importante da Casa e a que concentra o debate constitucional sobre os projetos.

Nos últimos anos votou a favor de projetos importantes, como o da Lei Seca e o que aumenta as penas para o crime de pedofilia (Leis 11.705/08 e 11.829/08). É autor dos projetos que originaram as leis dos juizados especiais (9.095/95) e de repressão ao crime organizado (9.034/95).

Propostas
Temer avalia que terá condições de manter um diálogo com o Executivo, para assegurar a soberania da Câmara, e aprovar, por exemplo, a mudança no rito de tramitação das medidas provisórias. "As medidas provisórias vêm sendo restringidas pouco a pouco. Eu creio que daqui a um ano, quem sabe, nós possamos propor uma nova fórmula constitucional, restringindo-as ainda mais".

Ele afirma que vai priorizar a aprovação das reformas política e tributária para ainda este ano. Segundo o deputado, a Casa tem maturidade suficiente para analisar as duas matérias.

Temer disse que quer retomar as discussões sobre o orçamento impositivo - instrumento que torna obrigatória a execução do Orçamento da União aprovado pelo Congresso Nacional. Atualmente, a Lei Orçamentária aprovada pelo Congresso Nacional tem caráter autorizativo. Ele questiona a constitucionalidade de se bloquearem recursos que estão previstos em lei.

 

Ascom/Câmara

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