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25/03/2011 - Sitepopular

 

Khadafi perdeu sua legitimidade e ações internacionais na Líbia são eficientes, avalia ONU

Brasília – O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, disse que o presidente da Líbia, Muammar Khadafi, perdeu legitimidade após ter usado armamentos pesados para combater civis do seu país. No entanto, ele defendeu que o povo líbio decida o destino de Khadafi. Ban Ki-moon negou que a intervenção internacional na Líbia tenha o objetivo principal de retirar o presidente do poder.

Pelo sétimo dia hoje (25), as forças de coalizão (lideradas pelos Estados Unidos, pela França e pela Grã-Bretanha) atacam a Líbia. Para Ban Ki-moon, as ações militares que visam à imposição de uma zona aérea de exclusão no país são eficientes.

"Eu acho que [a resolução] provou ser muito efetiva. Ela impediu novas agressões pelas autoridades líbias e foi capaz de proteger os civis em Benghazi e em algumas outras áreas. Mas temos que ver. Eu acredito que a superioridade do poder militar vai prevalecer”, afirmou.

Em seguida, o secretário-geral da ONU criticou a forma como Khadafi vem agindo desde o início da crise na Líbia com os protestos para reivindicar mudanças políticas. "O coronel Khadafi, ao matar seu próprio povo indiscriminadamente, perdeu a sua legitimidade", disse. "Se ele deve sair ou ser substituído por outras pessoas, isso deve ser decidido e determinado pelo povo líbio."

Segundo Ban Ki-moon, o uso desmedido da força por parte das tropas de Khadafi levou a ONU a intervir na Líbia. "O coronel Khadafi tem usado todos os meios militares para matar o seu próprio povo, usando aviões, artilharia pesada e tanques”, disse.

O secretário-geral negou que a retirada de Khadafi do poder seja o principal motivo da intervenção militar internacional. "O objetivo principal é proteger a população civil. [A intervenção] não está visando a mudar o regime ou atingir o coronel Khadafi ou outra pessoa específica.”

Para Ban Ki-moon, a ação internacional na Líbia pode criar um ambiente político que leve a uma discussão sobre mudanças no regime político no país. “Ao realizar ações militares [na Líbia], isso pode criar uma certa atmosfera política, em que o povo líbio pode discutir seu próprio futuro, incluindo seu líder."  (BBC Brasil)

 

19/03/2011 - Sitepopular

No Brasil, Obama autoriza uso da força militar contra Khadafi

 

Brasília – Forças dos Estados Unidos e de mais quatro países iniciaram ataques contra as tropas do líder líbio Muammar Khadafi, segundo informou o presidente Barack Obama, em um comunicado a jornalistas norte-americanos que acompanham a visita dele ao Brasil. A força de coalizão é formada por Inglaterra, França, Itália e Canadá, além dos EUA.

De acordo com Obama, o uso da força não era a primeira opção dos norte-americanos. Porém, ele lembrou que a comunidade internacional deu um prazo para Khadafi cessar fogo contra os insurgentes. Segundo Obama, o ultimato foi ignorado pelo líder líbio. O presidente afirmou que ação militar é para defender o povo líbio dos ataques das forças de Khadafio e, também, os interesses dos Estados Unidos e dos países da coalizão.

“Estamos respondendo aos pedidos do povo e reagindo contra uma ameaça ao mundo e aos Estados Unidos”, afirmou Obama em comunicado gravado em Brasília e transmitido pelas redes de televisão dos Estados Unidos. "Tenho consciência dos riscos de uma ação militar. Quero que o povo americano saiba que o uso da força não foi nossa primeira opção".

Obama informou que soldados americanos não serão usados para combates em terra. As ações militares estão concetradas em ataques aéreos e de navios de guerra, com o objetivo de gatrantir a zona de exclusão aérea aprovada pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas na última quinta-feira (17) e proteger a população civil de ataques das forças leais ao governante líbio.

Mais cedo, o Ministério da Defesa da França informou que caças franceses atacaram veículos militares líbio. (ABr)

 

18/03/2011 - Sitepopular

Obama diz que Khadafi sofrerá "consequências" se não acatar ONU

 

Da BBC Brasil

Brasília - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, fez nesta sexta-feira (18) uma advertência ao líder líbio, Muammar Khadafi, afirmando que ele precisa acatar imediatamente os termos de uma resolução da Organização das Nações Unidas (ONU) que exige o fim das hostilidades contra opositores de seu regime ou irá enfrentar consequências.

"O coronel Khadafi agora tem uma escolha. Um cessar-fogo deve ser imediatamente implementado, suas tropas devem sair de cidades controladas por rebeldes e o fornecimentos de água e eletricidade tem de ser normalizado", disse ele.

"Todos os ataques contra civis devem parar. Khadafi deve impedir que suas tropas continuem avançando para Benghazi e retirá-las de Ajdabiyah, Misrata e Zawiya. O povo líbio precisa ter acesso à assistência humanitária. Deixe-me ser muito claro: Esses termos não são negociáveis. Se ele não acatar, a comunidade internacional irá impor conseqüências", afirmou.

O presidente americano afirmou que "temos todos os motivos para acreditar que, se deixado só, Khadafi cometeria atrocidades contra seu povo" e poderia desestabilizar a região.

Segundo Obama, soldados americanos não vão ser enviados para operações terrestres na Líbia e os Estados Unidos vão agir "como parte de uma coalizão internacional".

"A liderança americana é essencial, mas não significa que agiremos sozinhos. Por isso orientei a secretária [de Estado, Hilary] Clinton a viajar para um encontro em Paris para discutir com nossos aliados europeus e parceiros árabes a aplicação da resolução 1973", disse Obama, se referendo ao texto aprovado pela ONU que autoriza o uso da força militar contra Khadafi.

Nesta sexta-feira (18), o governo líbio anunciou um cessar-fogo com os rebeldes. Muitos líderes da comunidade internacional se mostraram reticentes a respeito do anúncio.

Horas após o anúncio feito por Tripoli, forças pró-Khadafi atacaram a cidade de Misrata, a única grande cidade controlada por rebeldes no Oeste do país, com tanques e artilharia pesada. Fontes médicas afirmam que os ataques mataram dezenas de pessoas, incluindo crianças.

Testemunhas dizem que os ataques desta sexta-feira foram os mais violentos desde o início da crise. O fornecimento de água e eletricidade da cidade foi cortado há dias.

Também há relatos de confrontos nas cidades de Zintan e Nalut, também no Oeste.

No Leste, nos últimos dias, as tropas do governo vinham avançando na região entre as cidades de Ajdabiya e Benghazi – o principal bastião dos rebeldes.

 

17/03/2011 - Sitepopular

Kadhafi promete atacar Benghazi ainda hoje

 
 
 
 

O ditador líbio, Muamar Kadhafi, anunciou que as forças do governo atacarão ainda hoje (17/03 a cidade de Benghazi onde estão os "rebeldes".

"A decisão foi tomada. Preparem-se, chegaremos esta noite", disse em um discurso dirigido aos moradores da cidade. "Vamos expulsar os traidores de Benghazi", completou. (Com informações da Globo.com)

 

01/03/2011 - Sitepopular /

Pressão sobre Kadhafi será intensificada, avisa governo dos Estados Unidos

 

Brasília – A embaixadora dos Estados Unidos na Organização das Nações Unidas (ONU), Susan Rice, disse hoje (1º) que será intensificada a pressão para que o líder líbio, Muammar Khadafi, deixe o poder. Segundo ela, a ideia é fechar o cerco a Khadafi por meio de medidas econômicas e militares. A diplomata norte-americana desafiou Khadafi a examinar a hipótese de exílio. Para Rice, há a ameaça de a Líbia "mergulhar numa crise humanitária".

"Vamos fazer pressão econômica sobre ele [Khadafi] em conjunto com o restante da comunidade econômica. Vamos pressioná-lo militarmente", disse Rice. "A comunidade internacional vai manter a pressão", insistiu ela. "Vamos manter a pressão sobre Khadafi até que ele se retire e permita que as pessoas se expressem livremente e escolham o próprio futuro".

Enfrentando manifestações há duas semanas, Khadafi sinaliza que pretende resistir à pressão interna e externa. Em entrevistas, o líbio se coloca como o "guia da revolução", enquanto a oposição amplia o domínio sobre o território líbio.

Paralelamente, o governo norte-americano posicionou forças navais e aéreas em redor da Líbia, enquanto a comunidade internacional congelou os bens de Khadafi e de pessoas ligadas a ele.

Em Benghazi, a segunda maior cidade da Líbia, a oposição anunciou hoje a criação de um conselho militar. De acordo com os oposicionistas, é o começo do futuro Exército comandando pelos que são contrários ao regime de Khadafi.

Segundo Fathi Tirbil, advogado e membro da oposição, “existem ainda reservas em relação a alguns nomes”. “Tentamos promover os oficiais que começaram a revolução”, disse. (Ag. Lusa)

 

24/02/2011 - Sitepopular /

 

Conflito na Líbia - Navio para resgatar brasileiros já navega em direção à cidade de Benghasi

 

Brasília – Um navio deixou a Grécia, na tarde de hoje (23), em direção à Benghasi, na Líbia, para resgatar 148 brasileiros que não conseguem sair do país por causa dos protestos violentos contra o governo de Muamar Kadafi, informou o Itamaraty, por meio de nota.

A operação de regaste é feita em parceria com a construtora Queiroz Galvão, que tem funcionários na Líbia. Segundo o Itamaraty, alguns estrangeiros também serão resgatados na operação.

Segundo a chancelaria brasileira, as autoridades líbias autorizaram a entrada de cinco voos fretados de empresas para a retirada de seus funcionários do país, hoje e amanhã (24).

Estima-se de 500 a 600 brasileiros na Líbia, a maioria vive no país e trabalha para construtoras como a Queiroz Galvão, a Andrade Gutierrez e a Odebrecht, além da Petrobras. De acordo com o Itamaraty, todos os brasileiros estão bem. (ABr)

Ditador Muamar Kadafi

 

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