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Cingapura - A primeira experiência noturna da
Fórmula 1 em 58 anos de história começará hoje (26), com os primeiros treinos,
sob os refletores de alta tecnologia do inédito circuito de Cingapura.
"Um Grande Prêmio com luz artificial será muito interessante para o público,
porém não estou certo de que este seja o futuro do nosso esporte", afirmou
hoje o piloto espanhol Fernando Alonso.
"Pilotaremos em um traçado que ninguém conhece, de noite, algo que nunca
ninguém experimentou. Teremos um anoitecer movimentado", indicou o espanhol
da Renault.
Mais otimista que Alonso, o líder do Mundial de Pilotos, Lewis Hamilton, não
vê problemas em correr de noite, pois a iluminação da pista garante "mais
visibilidade que em um dia nublado".
"Acredito que não seja um problema competir nestas condições, a escuridão
não é em um impedimento em outros esportes e nem deveria ser para nós",
afirmou o piloto da McLaren, que tem 78 pontos na competição, uma a mais que
o brasileiro Felipe Massa.
Já a Ferrari está preocupada com a corrida noturna, principalmente pelo fato
de as previsões meteorológicas indicarem possibilidade de chuva para todo o
fim de semana, um estigma que vem perseguindo os pilotos da escuderia neste
ano.
A chuva incorpora um elemento novo à Fórmula 1 em uma corrida noturna. Os
reflexos no chão que podem gerar focos de iluminação, mesmo se os
especialistas garantem que "até este detalhe foi levado em consideração".
"Chegamos em Cingapura depois de três dias interessantes de teste que nos
ajudaram a progredir com o pacote F2008, que deveria assegurar uma
competitividade de máximo nível nos próximos quatro Grande Prêmios", afirmou
o diretor de gestão esportiva da Ferrari, Stefano Domenicali.
A expectativa para o GP noturno é tão grande que despertou o interesse de
milionários árabes, que chegaram a pagar US$ 10 mil por um lugar no
camarote.
Uma empresa italiana de alta tecnologia desenvolveu e instalou a estrutura
de iluminação que permitirá a realização da corrida durante a noite. Para
isto, foram necessários 1,6 mil pontos de luz, distribuídos ao longo do
traçado da pista e separados um do outro por uma distância de quatro metros.
Ao todo, serão usados 135 km de cabos de fibra ótica e mais 12 geradores.
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