Incêndios estão destruindo plantações de eucalipto e áreas de florestas no Extremo Sul da Bahia e Norte do Espírito Santo. O fogo, que já dura mais de 02 (duas) semanas, atinge fazendas de empresas de papel e celulose.
O longo período de seca, junto com o calor e os ventos fortes dão força às chamas que se alastram atingindo
florestas de eucalipto e matas nativas. Os focos de incêndio em diversos lugares criaram uma nuvem de fumaça. Em uma certa área o fogo se aproxima das margens do Rio Peruípe e atinge cerca de 30 (trinta) hectares de uma área de preservação.
De acordo com a Companhia de Ações Especiais da Mata Atlântica 600 (seiscentos) hectares de eucalipto e mata nativa já foram destruídos. Uma área equivalente a 600 (seiscentos) campos de futebol. Os focos de incêndio vão desde o prado, no Extremo Sul do estado até a divisa com o Espírito Santo.
A Suzano Papel e Celulose informou que durante esta época do ano por causa do clima seco tem registrado mais focos de incêndio nas florestas do que em anos anteriores e que as áreas afetadas não são significativas.
Já Aracruz Celulose calcula um prejuízo em torno de R$ 7.000.000,00 (sete milhões de reais). Segundo a empresa 30.000 (trinta mil) metros cúbicos de madeira, pronta para o processo de produção foram destruídos. 600 (seiscentas) pessoas estão trabalhando no combate ao incêndio. Em caráter emergencial carretas estão retirando madeira da área da empresa. A estimativa é de que 1.200 (mil e duzentos) hectares de eucalipto, 650 (seiscentos e cinqüenta) de florestas nativas tenham sido destruídos.
No início da tarde de ontem (05) Geovane Pereira dos Santos foi preso como acusado do incêndio. Ele confirmou que ateou fogo no mato.