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21/06/06 - Washington Teixeira

Eunápolis: Entrevista coletiva concedida pelo presidente Claudionor Nunes à Imprensa.

Nunes fala sobre as denúncias de Bira Rosa

Clique aqui e ouça a entrevista
 

O presidente da Câmara Municipal de Eunápolis, Claudionor Nunes do Nascimento (PDT), convocou toda imprensa local para uma entrevista coletiva, com o objetivo de responder a toda sociedade, perguntas que ficaram no ar após as denuncias apresentadas ao Ministério Público, pelo senhor Ubiratan Brito Rosa de Souza, (Bira Rosa), presidente da Associação Força Comunitária do bairro Juca Rosa, em que acusa o presidente de ter desviado verbas de diárias da Câmara Municipal.

AS DENÚNCIAS.

Claudionor Nunes esclareceu que recebeu diárias no valor de R$ 1.420.00 (Mil Quatrocentos e Vinte Reais) que foram emitidas com as datas de cinco a oito de dezembro com a finalidade de cobrir despesas com viagens à foz do Rio Buranhem. Como foi convocada uma sessão extraordinária que coincidiu com a viagem que já estava programada, a viagem foi adiada para uma outra data, e, que não há ilegalidade nenhuma nesse procedimento, o mesmo aconteceu com a denuncia oferecida pelo Ministério Público, alegando que o presidente solicitou o seu afastamento por um período de quatro dias, e diárias no valor de 1.440,00 (Mil Quatrocentos e Quarenta Reais) para estar em salvador nos dias 12 a 15 de dezembro, sendo que neste período, especialmente no dia 13 de dezembro, o presidente assinava uma notificação da segunda promotoria. Quanto a esta denuncia o presidente apresentou a toda imprensa, como também provou ter enviado também à promotoria, xerox de uma procuração sub-estabelecida ao consultor legislativo da Câmara Municipal de Eunápolis, Dorlando Alves Santana Silva, para que ele o representasse em salvador, onde ele teria que estar para responder na justiça quanto às acusações feitas por Claudionor, ao vereador Moacir Almeida (PFL) de quem Bira Rosa foi também colaborador.

OS MOTIVOS.

Segundo o presidente tudo não passou de um plano motivado por vingança. Claudionor explicou que durante todo o ano de 2005, período em que esteve lotado no gabinete do vereador Sebastião Rodrigues (PFL) o senhor Bira Rosa não exerceu a sua função de assessor de imprensa para a qual era pago, ateve-se apenas em usar a estrutura da Câmara para acessar os sites do Tribunal Regional Eleitoral (TER) e Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para acompanhar os resultados dos processos movidos pelo senhor Paulo Dapé, candidato derrotado nas eleições de 2004, contra o prefeito eleito Robério Oliveira, já que Bira Rosa fazia parte do grupo do candidato derrotado.

Como ele não estava sendo útil, foi exonerado á pedido do vereador que o indicou. A partir daí, o senhor Bira Rosa passou a arquitetar as suas maldades, orientado pelo ex-contador do legislativo, que teve o seu vínculo interrompido, pois o presidente, viu que não havia necessidade da renovação do contrato com o escritório que cuidava da contabilidade da Câmara, pois já existem pessoas qualificadas, que são funcionários concursados e com competência para tal função.

A ESTRATÉGIA PARA A EXTORSÃO.

Com formação média em contabilidade e com orientação contábil, o senhor Bira Rosa passou a verificar as contas que ficaram expostas do dia primeiro de abril, ao dia 31 de maio. Ao observar que nas datas das diárias o presidente estava na cidade, ele chegou a conclusão de que tratava-se de uma fraude, estava aí então para ele, as armas que armas que o mesmo necessitava para se vingar do presidente. Só as anotações não eram suficientes, precisava de documentos. Conforme ele mesmo afirma na gravação, ao retornar à Câmara com a desculpa que estava exercendo o seu direito de cidadão, para mais uma vez verificar as contas, ele tirou três fotografias.

USANDO A IMPRENSA LOCAL

De posse das anotações e com as fotografias das diárias, ele partiu para a ação, antes mesmo de provocar o Ministério Público, ele já estava em todas as emissoras de rádio, criando um fato público, para pressionar o presidente.

USANDO O MINISTÉRIO PÚBLICO

A primeira parte do plano foi colocada em ação. Após fazer um estardalhaço na imprensa local e não ter alcançado o efeito para a causa que pleiteava, o passo seguinte, foi, juntar o material, que segundo ele, eram as provas das fraudes, e protocolar as denuncias na segunda promotoria, para dar legitimidade ao seu plano.

Como ele havia confessado em uma emissora de rádio, e reafirma, na conversa que teve com o consultor legislativo, que havia tirado fotografias de documentos contábeis da Câmara, o que não é permitido, infringiu, portanto, a portaria Nº. 04 de 03 de abril de 2004, não podendo assim, ter mais acesso ás contas. A etapa seguinte, consistiu em retornar à promotoria, e mais uma vez usar o  representante do Ministério Público, passando a imagem de cidadão que foi impedido de ter acesso ás contas da Câmara, sem lhe revelar o motivo, é claro, a infração cometida. O ministério Público, solícito, com em todas as causas, determinou então, que um serventuário público, acompanhasse o senhor Bira Rosa, juntamente com testemunhas, que foram convidadas, mas não quiseram ver as contas, sendo informadas, que o senhor Bira Rosa, estava proibido de ter acesso as contas por ter infringido a referida portaria.

E A IMPRENSA ESTADUAL

Com mais um fato criado e referendado pela credibilidade da promotoria, ele deu seqüência ao seu plano, usando o profissionalismo da jornalista Maria eduarda Toralles para ver publicada as suas denuncias no jornal A TARDE, e, logo em seguida na TV Santa Cruz. 

O PEDIDO DE CASSAÇÃO.

Claudionor informou, que, foi protocolado na secretaria da Câmara pedido de cassação do seu mandato feito pela Associação Força Comunitária, da qual Bira Rosa é o presidente. Informou ainda que a Câmara só pode julgar esse tipo de pedido, se junto coma as denuncias, forem acrescentadas as provas, e, mesmo assim, só pode ser feito por um cidadão, que tenha domicilio eleitoral no município de Eunápolis, e esteja gozando dos seus plenos direitos políticos, o que não foi o caso, mas, mesmo assim as denuncias foram lidas e votadas pelo plenário, que decidiu por 6 a 2, pela rejeição das denuncias.

O CONTATO.

Depois de ter conseguido o que queria com o Ministério Público, e conseqüentemente com o jornal, Bira Rosa envia um mensageiro identificado por Marcio (Filé) buscando um acordo para parar com as denuncias. O Marcio ( Filé), tentou sem sucesso um contato com o presidente da Câmara Claudionor Nunes, para em seguida procurar o consultor legislativo Dorlando Alves Santana, por quem Bira Rora afirma ter profunda admiração. Ao perceber que se tratava de uma tentativa de extorsão, inteligentemente, orientou o Marcio (Filé) como deveria acontecer o encontro com o senhor Bira Rosa.

O ENCONTRO.

Dia 26/06/2006, o presidente se preparava para presidir mais uma sessão, quando foi informado de naquela noite o Marcio(Filé) e o Bira Rosa, entrariam em contato com ele. Foi então mobilizada a equipe da assessoria de comunicação que providenciou um gravador de alta sensibilidade, entregando-o ao Consultor legislativo, Dorlando Alves Santana, que logo saiu com destino ignorado. Durante a conversa o presidente liga para Dorlando, e o mesmo responde que está conversando com o pessoal. O presidente disse que foi informado logo depois da primeira conversa que o contato foi feito com sucesso e o mesmo já tem a gravação e a proposta escrita pelo próprio bira, inclusive usando o verso do xerox da reportagem do jornal A Tarde que havia sido publicada dois dias antes.

A MALANDRAGEM.

O presidente ressaltou que a malandragem do senhor Bira Rosa foi tamanha que durante a conversa ele fala abertamente, os motivos das denuncias, fala com autoridade de quem tem respaldo da promotoria, o por que de ter procurado o Jornal A Tarde e ameaça usar a televisão, o que de fato aconteceu nos dias seguintes. Na seqüência, ele revela em detalhes, os métodos de falsificação de documentos contábeis que usaria para enganar o ministério público se o acordo fosse feito, e, caso não fosse feito, ele afirma que provocaria novamente promotoria.

A CONCLUSÃO.

Ao encerrar a entrevista coletiva o presidente, apresentou notas fiscais e as fotos que tirou na nascente do Rio Buranhem, rio que abastece a população eunapolitana.

Perguntado qual o motivo da viagem, respondeu que tem uma imensa preocupação com a vida útil do rio que abastece não só a cidade de Eunápolis, como outras cidades do Extremo Sul, e que pretende fazer uma caravana com toda a imprensa ao local, para que todos vejam a situação de degradação ambiental e o assoreamento, que está matando lentamente o rio, a partir daí pretende realizar audiência pública para que todos os municípios discutam a possibilidade de se formar um consorcio para a recuperação das matas que margeiam o buranhem e a sua nascente, onde só é possível se chegar andando uma seis horas a cavalo.

Sobre outras denuncias que o senhor Bira Rosa afirma ter como armas para o final, o parlamentar informou, que não tem nada de errado na sua gestão e toda vez que for notificado pelo tribunal de Contas ou pelo Ministério Público estará encaminhando todo a documentação necessária para que não paire nenhuma dúvida sobre a lisura da sua gestão

 

 

         

 

 

 

 

 

 

 

 
 
 
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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