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O presidente da Câmara Municipal
de Eunápolis, Claudionor Nunes do Nascimento (PDT),
convocou toda imprensa local para uma entrevista
coletiva, com o objetivo de responder a toda sociedade,
perguntas que ficaram no ar após as denuncias
apresentadas ao Ministério Público, pelo senhor Ubiratan
Brito Rosa de Souza, (Bira Rosa), presidente da
Associação Força Comunitária do bairro Juca Rosa, em que
acusa o presidente de ter desviado verbas de diárias da
Câmara Municipal.
AS DENÚNCIAS.
Claudionor Nunes esclareceu que recebeu diárias no valor
de R$ 1.420.00 (Mil Quatrocentos e Vinte Reais) que
foram emitidas com as datas de cinco a oito de dezembro
com a finalidade de cobrir despesas com viagens à foz do
Rio Buranhem. Como foi convocada uma sessão
extraordinária que coincidiu com a viagem que já estava
programada, a viagem foi adiada para uma outra data, e,
que não há ilegalidade nenhuma nesse procedimento, o
mesmo aconteceu com a denuncia oferecida pelo Ministério
Público, alegando que o presidente solicitou o seu
afastamento por um período de quatro dias, e diárias no
valor de 1.440,00 (Mil Quatrocentos e Quarenta Reais)
para estar em salvador nos dias 12 a 15 de dezembro,
sendo que neste período, especialmente no dia 13 de
dezembro, o presidente assinava uma notificação da
segunda promotoria. Quanto a esta denuncia o presidente
apresentou a toda imprensa, como também provou ter
enviado também à promotoria, xerox de uma procuração
sub-estabelecida ao consultor legislativo da Câmara
Municipal de Eunápolis, Dorlando Alves Santana Silva,
para que ele o representasse em salvador, onde ele teria
que estar para responder na justiça quanto às acusações
feitas por Claudionor, ao vereador Moacir Almeida (PFL)
de quem Bira Rosa foi também colaborador.
OS
MOTIVOS.
Segundo o presidente tudo não
passou de um plano motivado por vingança. Claudionor
explicou que durante todo o ano de 2005, período em que
esteve lotado no gabinete do vereador Sebastião
Rodrigues (PFL) o senhor Bira Rosa não exerceu a sua
função de assessor de imprensa para a qual era pago,
ateve-se apenas em usar a estrutura da Câmara para
acessar os sites do Tribunal Regional Eleitoral (TER) e
Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para acompanhar os
resultados dos processos movidos pelo senhor Paulo Dapé,
candidato derrotado nas eleições de 2004, contra o
prefeito eleito Robério Oliveira, já que Bira Rosa fazia
parte do grupo do candidato derrotado.
Como ele não estava sendo útil,
foi exonerado á pedido do vereador que o indicou. A
partir daí, o senhor Bira Rosa passou a arquitetar as
suas maldades, orientado pelo ex-contador do
legislativo, que teve o seu vínculo interrompido, pois o
presidente, viu que não havia necessidade da renovação
do contrato com o escritório que cuidava da
contabilidade da Câmara, pois já existem pessoas
qualificadas, que são funcionários concursados e com
competência para tal função.
A ESTRATÉGIA PARA A EXTORSÃO.
Com formação média em
contabilidade e com orientação contábil, o senhor Bira
Rosa passou a verificar as contas que ficaram expostas
do dia primeiro de abril, ao dia 31 de maio. Ao observar
que nas datas das diárias o presidente estava na cidade,
ele chegou a conclusão de que tratava-se de uma fraude,
estava aí então para ele, as armas que armas que o mesmo
necessitava para se vingar do presidente. Só as
anotações não eram suficientes, precisava de documentos.
Conforme ele mesmo afirma na gravação, ao retornar à
Câmara com a desculpa que estava exercendo o seu direito
de cidadão, para mais uma vez verificar as contas, ele
tirou três fotografias.
USANDO A IMPRENSA LOCAL
De posse das anotações e com as
fotografias das diárias, ele partiu para a ação, antes
mesmo de provocar o Ministério Público, ele já estava em
todas as emissoras de rádio, criando um fato público,
para pressionar o presidente.
USANDO O MINISTÉRIO PÚBLICO
A primeira parte do plano foi
colocada em ação. Após fazer um estardalhaço na imprensa
local e não ter alcançado o efeito para a causa que
pleiteava, o passo seguinte, foi, juntar o material, que
segundo ele, eram as provas das fraudes, e protocolar as
denuncias na segunda promotoria, para dar legitimidade
ao seu plano.
Como ele havia confessado em uma
emissora de rádio, e reafirma, na conversa que teve com
o consultor legislativo, que havia tirado fotografias de
documentos contábeis da Câmara, o que não é permitido,
infringiu, portanto, a portaria Nº. 04 de 03 de abril de
2004, não podendo assim, ter mais acesso ás contas. A
etapa seguinte, consistiu em retornar à promotoria, e
mais uma vez usar o representante do Ministério
Público, passando a imagem de cidadão que foi impedido
de ter acesso ás contas da Câmara, sem lhe revelar o
motivo, é claro, a infração cometida. O ministério
Público, solícito, com em todas as causas, determinou
então, que um serventuário público, acompanhasse o
senhor Bira Rosa, juntamente com testemunhas, que foram
convidadas, mas não quiseram ver as contas, sendo
informadas, que o senhor Bira Rosa, estava proibido de
ter acesso as contas por ter infringido a referida
portaria.
E A IMPRENSA ESTADUAL
Com mais um fato criado e
referendado pela credibilidade da promotoria, ele deu
seqüência ao seu plano, usando o profissionalismo da
jornalista Maria eduarda Toralles para ver publicada as
suas denuncias no jornal A TARDE, e, logo em seguida na
TV Santa Cruz.
O PEDIDO DE CASSAÇÃO.
Claudionor informou, que, foi
protocolado na secretaria da Câmara pedido de cassação
do seu mandato feito pela Associação Força Comunitária,
da qual Bira Rosa é o presidente. Informou ainda que a
Câmara só pode julgar esse tipo de pedido, se junto coma
as denuncias, forem acrescentadas as provas, e, mesmo
assim, só pode ser feito por um cidadão, que tenha
domicilio eleitoral no município de Eunápolis, e esteja
gozando dos seus plenos direitos políticos, o que não
foi o caso, mas, mesmo assim as denuncias foram lidas e
votadas pelo plenário, que decidiu por 6 a 2, pela
rejeição das denuncias.
O CONTATO.
Depois de ter conseguido o que
queria com o Ministério Público, e conseqüentemente com
o jornal, Bira Rosa envia um mensageiro identificado por
Marcio (Filé) buscando um acordo para parar com as
denuncias. O Marcio ( Filé), tentou sem sucesso um
contato com o presidente da Câmara Claudionor Nunes,
para em seguida procurar o consultor legislativo
Dorlando Alves Santana, por quem Bira Rora afirma ter
profunda admiração. Ao perceber que se tratava de uma
tentativa de extorsão, inteligentemente, orientou o
Marcio (Filé) como deveria acontecer o encontro com o
senhor Bira Rosa.
O ENCONTRO.
Dia 26/06/2006, o presidente se
preparava para presidir mais uma sessão, quando foi
informado de naquela noite o Marcio(Filé) e o Bira Rosa,
entrariam em contato com ele. Foi então mobilizada a
equipe da assessoria de comunicação que providenciou um
gravador de alta sensibilidade, entregando-o ao
Consultor legislativo, Dorlando Alves Santana, que logo
saiu com destino ignorado. Durante a conversa o
presidente liga para Dorlando, e o mesmo responde que
está conversando com o pessoal. O presidente disse que
foi informado logo depois da primeira conversa que o
contato foi feito com sucesso e o mesmo já tem a
gravação e a proposta escrita pelo próprio bira,
inclusive usando o verso do xerox da reportagem do
jornal A Tarde que havia sido publicada dois dias antes.
A MALANDRAGEM.
O presidente ressaltou que a
malandragem do senhor Bira Rosa foi tamanha que durante
a conversa ele fala abertamente, os motivos das
denuncias, fala com autoridade de quem tem respaldo da
promotoria, o por que de ter procurado o Jornal A Tarde
e ameaça usar a televisão, o que de fato aconteceu nos
dias seguintes. Na seqüência, ele revela em detalhes, os
métodos de falsificação de documentos contábeis que
usaria para enganar o ministério público se o acordo
fosse feito, e, caso não fosse feito, ele afirma que
provocaria novamente promotoria.
A CONCLUSÃO.
Ao encerrar a entrevista coletiva
o presidente, apresentou notas fiscais e as fotos que
tirou na nascente do Rio Buranhem, rio que abastece a
população eunapolitana.
Perguntado qual o motivo da
viagem, respondeu que tem uma imensa preocupação com a
vida útil do rio que abastece não só a cidade de
Eunápolis, como outras cidades do Extremo Sul, e que
pretende fazer uma caravana com toda a imprensa ao
local, para que todos vejam a situação de degradação
ambiental e o assoreamento, que está matando lentamente
o rio, a partir daí pretende realizar audiência pública
para que todos os municípios discutam a possibilidade de
se formar um consorcio para a recuperação das matas que
margeiam o buranhem e a sua nascente, onde só é possível
se chegar andando uma seis horas a cavalo.
Sobre outras denuncias que o
senhor Bira Rosa afirma ter como armas para o final, o
parlamentar informou, que não tem nada de errado na sua
gestão e toda vez que for notificado pelo tribunal de
Contas ou pelo Ministério Público estará encaminhando
todo a documentação necessária para que não paire
nenhuma dúvida sobre a lisura da sua gestão |