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03/12/2007 3h23 - Sitepopular

 

Povo venezuelano rejeita reforma constitucuinal

 

CARACAS - O Conselho Nacional Eleitoral (CNE) da Venezuela anunciou durante a madrugada desta segunda-feira a vitória do "não" no referendo sobre a reforma constitucional realizado na Venezuela neste domingo. Foto: APO presidente Hugo Chávez em pronunciamento em rede nacional admitiu a derrota e pediu que o resultado seja respeitado. A reforma permitiria que ele disputasse o cargo um número indefinido de vezes.

Em uma votação apertada, o "não" recebeu 50,7% dos votos e o "sim", 49,29%, no primeiro bloco de artigos submetidos à consulta. Além disso, 51,05% rejeitaram o segundo bloco de artigos, enquanto 48,94% o aprovaram. A abstenção no referendo foi de 44,9%.

O CNE divulgou o primeiro resultado mais de oito horas após o fim das votações, com quase 90% dos votos apurados. A presidente do Conselho afirmou que a vitória do "não" é irreversível.

Boca-de-urna - As pesquisas de boca-de-urna indicavam a vitória do "sim" no referendo sobre a reforma constitucional realizado na Venezuela. Segundo a PLM Consultores, a vitória seria de 54% a 46% dos votos e o Instituto Venezuelano de Análisis e Dados, 53% a 47%, informou a agência Efe. A votação transcorreu em clima de tranqüilidade. A reforma constitucional foi proposta pelo presidente e pela Assembléia Nacional por ele dominada.

As urnas se abriram às 6 horas (8 horas em Brasília) e estava previsto que fechassem às 16 horas, mas o período se estendeu até o fim da tarde, enquanto havia eleitores nas filas. Muitos se queixaram de ter de esperar horas para votar. O gargalo eram as máquinas de reconhecimento de impressão digital, instaladas na entrada das seções eleitorais. (...)

"Aos jovens que querem viver em liberdade, que querem ter trabalho e educação, votem", pediu Yon Goicoechea, o principal líder estudantil do país. "Hoje é o dia em que todos temos que mostrar a cara", prosseguiu Goicoechea, um estudante de direito de 23 anos alçado à condição de um dos principais líderes da oposição, no vácuo deixado pelos partidos tradicionais, desmoralizados por escândalos de corrupção antes da eleição de Chávez, em 1998, e pelas sucessivas derrotas eleitorais, desde então.

"O dia de hoje não pode acabar sem que votemos pelo dia de amanhã", sentenciou Goicoechea, dirigindo-se "ao povo de (Simón) Bolívar, amarelo, azul e vermelho (as cores da bandeira), da tolerância, do respeito aos que pensam diferente, o povo da democracia". A seqüência de referências busca recuperar de Chávez a associação ao "libertador" e repudiar sua monocromática adesão ao vermelho e seu hábito de desqualificar os opositores como traidores da pátria.

Com informações da Jornal da Mídia

 
 

02/12/2007 - Sitepopular

 

Chávez diz que aceitará qualquer resultado no referendo sobre reforma constitucional

 

Caracas (Venezuela) - Após votar no referendo sobre a reforma constitucional, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, declarou que aceitará qualquer resultado que seja divulgado pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE) após o término da apuração dos votos.

Chávez incentivou outros setores a fazerem o mesmo. “Espero que alguns setores minoritários, que disseram que não aceitariam resultados contrários aos seus interesses, os reconheçam e que continuemos construindo a Venezuela do século 21”, declarou hoje (2).

O presidente voltou a dizer que há democracia em seu país sob o seu governo. “Aqui expressamos livremente nossas idéias. Muitas vezes com paixão, mas cada um dizendo sua verdade.”

Ele também defendeu a realização do referendo como uma forma democrática de alterar a atual legislação lembrando que, ao tomar posse em 1998, uma de suas primeiras medidas foi convocar uma consulta popular. No referendo de 1999, a população autorizou a convocação de uma Assembléia Nacional Constituinte que, além de instituir o parlamento unicameral, eliminando o Senado, aumentou o mandato presidencial de cinco para os atuais seis anos.

“Antes, o povo não era consultado. Votava a cada cinco anos e mesmo assim apenas uma minoria. Tínhamos constituições sem legitimidade, feitas por congressistas que não tinham sido eleitos para criá-las”, afirmou o presidente que votou na escola Manuel Palacio Fajardo, no baixo 23 de janeiro.

Para Chávez, o povo venezuelano já pode ser considerado “especialista” em votações. “Nunca antes na Venezuela se votou tanto quanto nesses últimos nove anos da revolução democrática e pacífica bolivariana.”

 

Com informações da ABr

 

 

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