Imprimir Página

Enviar

  

Retornar à página inicial

 
 

27/11/2008 - Sitepopular /Por Mário Bittencourt - A Tarde

 

MST ocupa Secretaria de Educação de Santa Cruz Cabrália

 

Cerca de 150 integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), ocuparam na manhã desta quinta-feira (27) a Secretaria de Educação de Santa Cruz Cabrália, a 727 km de Salvador, no extremo sul do Estado. O grupo reivindica o pagamento de salários atrasados de professores e do transporte escolar.
 
Na ocupação, que começou por volta das 9h30, cerca de 20 funcionários da Educação foram impedidos de sair do prédio, e a Polícia Militar (PM) foi ao local. Os ocupantes relutaram em liberar os funcionários e um clima de tensão foi instaurado.

“Não vamos deixar que ninguém saia até que as nossas reivindicações sejam atendidas”, disse a coordenadora do Assentamento Luiz Inácio Lula da Silva, situado no km 22 da BR-367, Célia Santos Laura. Ela disse que os atrasos já vão para o quinto mês. “Por falta do transporte, as crianças estão andando 12 km para ir para escola”, contou.

O tenente PM Wendel Santana Bonfim chamou os manifestantes para uma negociação e disse que, como a ação caracterizava cárcere privado, todos os funcionários iriam sair do prédio ocupado. A contragosto dos integrantes do MST, a Secretaria foi desocupada por volta do meio dia. “Respeitamos o manifesto, mas os funcionários têm de sair”, disse Bonfim.

A secretária de Educação, Luzia Fernandes, que estava escondida em uma pequena sala do prédio, disse que o salário está atrasado em só um mês. "O pagamento é por conta da Justiça, que bloqueou 50% das verbas do Município este mês para garantir o salário dos funcionários. Eles têm de ir lá".

Pouco após a saída dos funcionários, o assessor jurídico da prefeitura de Santa Cruz Cabrália, Roni Guerra, compareceu à Secretaria de Educação e disse que parte do pagamento do transporte será feito amanhã. “Vamos dar um cheque de R$ 15.600, equivalente a três meses de trabalho. É o que podemos garantir”, disse.
 
Após a garantia do pagamento, os integrantes do movimento decidiram desocupar o prédio. “Vamos permanecer atentos e queremos ainda o pagamento dos professores, que não foi garantido”, disse Gilvan Meirelles, responsável pelo transporte escolar no assentamento. “Espero que esse dinheiro saia”.

 

 

© 2003 - 2008 Sitepopular.com.br Todos os direitos reservados

Banner Rotacional - Modificado por Sitepopular.com.br Ltda