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29/04/2009 - Sitepopular / | ||||||||
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Juízas do caso Bralanda se afastam do julgamento dos processos | ||||||||
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Os advogados Sander Wesley de Cerqueira e Pauline Melo Gomes entregaram hoje à juíza Marina Radamilans de Paiva Lopes da Silva, que acatou, uma Ação de Exceção de Suspeição, requerendo a afastamento dela e de Tarcísia de Oliveira Fonseca, dos processos que tramitam na Comarca de Porto Seguro, envolvendo a multinacional Brasil Holanda e posseiros que foram expulsos do Vale Verde. As duas juízas haviam sido designadas pelo Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) para julgar os processos onde a multinacional é acusada de grilar terras dos posseiros. A ação foi entregue em mãos à juíza Marina, na manhã desta terça-feira, minutos antes de ser iniciada uma audiência em que a magistrada ouviria um grupo de posseiros, num processo em que Antônio Carlos Soares Santos e outros acionam a multinacional requerendo indenização por danos morais. Nela, requerem que o reconhecimento de suspeição deve-se estender à juíza Tarcísia “uma vez que o trabalho que se está desenvolvendo para o julgamento dos processos que envolvem posseiros e Bralanda é feito em conjunto, de forma que as nobres julgadoras partilham da mesma opinião”, argumentam. Na fundamentação da ação, os advogados alegam que a juíza Marina Radamilans “emitiu pré-julgamento sobre documentos acostados pelos autores, declarando-os sem valor probante, o que forçou os autores a interporem Agravos Retidos, ainda pendentes de julgamento.” E acrescentam os advogados: “O prejulgamento em que incorre um Magistrado transforma o processo em um jogo de cartas marcadas, conspurcando a obra de realização da Justiça, de que somos todos operários. O juiz deve presidir a instrução do processo com absoluta isenção e imparcialidade, formando paulatinamente ao longo do devido processo legal seu convencimento, o qual só deve ser ultimado e manifestado no instante final do pronunciamento em sentença.” Logo depois de receber a Ação de Exceção de Suspeição, a juíza Marina fez contato por telefone com o Tribunal de Justiça da Bahia, decidindo depois pelo acolhimento do pedido. Ato contínuo, a juíza suspendeu a audiência que seria realizada. O presidente da Associação Rio da Barra dos Pequenos Proprietários do Vale Verde –entidade que representa os posseiros -, Geraldo Pereira dos Santos, considerou o pedido de suspeição e afastamento oportuno, “dos trinta processos que devem ser julgados, oito já tiveram decisão prolatada, e todas as decisões foram desfavoráveis aos posseiros que tiveram suas terras griladas de forma violenta pela Bralanda. Quem perseguiu, grilou terras e matou é quem tem razão? Vamos levar tudo isso ao conhecimento do Conselho Nacional de Justiça. Não podemos concordar com esse tipo de Justiça”, desabafou Geraldo. | ||||||||
22/01/2009 - Sitepopular / Por Teoney Guerra | ||||||||
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CNJ repreende TJBa pela morosidade dos processos contra a Bralanda | ||||||||
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Eunápolis - Decisão prolatada pelo ministro Gilmar Mendes, presidente do
Conselho Nacional de Justiça (CNJ), repreendeu no início deste mês, o
Tribunal de Justiça da Bahia (TJBa), pelo não-cumprimento de decisão
plenária daquele órgão fiscalizador do Judiciário, que determinou rapidez
na solução da demanda judicial que tem como partes a multinacional Brasil
Holanda de Indústria S/A e os posseiros que foram expulsos do Vale Verde,
que acusam a multinacional de ter grilado suas terras. | ||||||||
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