|
Ameaçadas de extinção até a
década de 70, as baleias aos poucos vão retomando ao contigente populacional
que já alcançou 300 mil indivíduos. Anualmente, as baleias da espécie
jubarte saem da Antártida em direção ao litoral brasileiro para acasalar e
ter os seus filhotes. Conhecidas por sua docilidade, estes animais podem ser
avistados em toda a extensão da costa baiana desde o início do mês de julho.
Até meados de novembro, elas povoarão mais precisamente a região da Praia do
Forte (litoral norte) e em Caravelas (extremo sul do estado), onde fica a
Ilha de Abrolhos, com objetivo de encontrar parceiros para fecundação e
procriar.
Na última quarta-feira
(26), foram vistos três grupos de baleias jubartes na costa da Praia da
Forte. Toda a movimentação destes mamíferos aquáticos está sendo monitorada
pelo Instituto Baleia Jubarte (IBJ), que há 17 anos é responsável pela
proteção desta espécie no país. Com duas bases de pesquisas, o instituto
possui um catálogo com cerca de 2.900 baleias, identificadas principalmente
na região de Abrolhos, principal ponto de encontro destes indivíduos. Em
Praia do Forte, foram catalogadas 556 jubartes desde o ano de 2000.
Com uma equipe formada por
biólogos, marinheiros, fotógrafos e estudantes, a ONG realiza pesquisas
genéticas e fazem um levantamento populacional, que apenas no ano passado
detectou a presença de seis mil baleias na área litôranea localizada entre
os estados do Rio Grande do Norte e São Paulo. Deste número, cerca de 16,5%
foram encontradas na Bahia. 'Avistar e fazer um mapeamento destes animais é
um verdadeiro exercício de paciência', diz o cooordenador regional da base
do IBJ em Praia do Forte, Enrico Marcovaldi. Patrocinado pela Petrobras, o
instituto conta com 25 pessoas. Na temporada de acasalamento este número
dobra.
Fonte: Correio da Bahia
|