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28/05/2009 - Sitepopular

 

Hospital Geral de Eunápolis tem estrutura reprovada

 

O Hospital Geral de Eunápolis  passa por sérios problemas estruturais. Faz dois anos esta semana que a Superintendência de Vigilância e Proteção da Saúde do Estado da Bahia (Suvisa) realizou uma inspeção no local e elaborou um relatório citando diversas irregularidades e concluindo que o hospital, que até hoje não possui alvará sanitário, seja fechado. 

A interdição do hospital – que é alugado pelo médico Gediel Sepúlveda, dono do prédio, por R$ 51,7 mil mensais, dinheiro do Sistema Único de Saúde –  chegou a ser pedida pelo Ministério Público Estadual (MP-BA), que, por meio da promotora Karine Campos Espinheira. Ela entrou com ação civil pública com pedido de liminar, a qual sequer chegou a ser apreciada em primeira instância. A reportagem não localizou a promotora, que não atua mais em Eunápolis, e o promotor Dinalmari Mendonça Messias preferiu não comentar o assunto. 

Em visita recente ao hospital, a reportagem de A TARDE conferiu que a situação encontrada pela Suvisa entre os dias 29 e 30 de maio de 2007 é a mesma. No laudo de inspeção, a Suvisa informa que não existe serviço de medicina ocupacional, não são realizados exames periódicos nos funcionários, a fiação elétrica está exposta e as paredes e o teto têm infiltrações, rachaduras e mofo – isto ocorre nas alas masculina e feminina da enfermaria.

A única mudança que teve, depois da elaboração do relatório da Suvisa, é que o hospital já conseguiu os certificados de desratização e desinsetização, que não tinha à época da inspeção. Um dos membros executores da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar, o enfermeiro Nailton Anjos dos Santos, que acompanhou a reportagem, foi realista. “As paredes não eram para estar com essas infiltrações”, declarou. O enfermeiro atribui parte dos problemas do hospital ao local onde funciona, que é provisório até que a sede seja reformada. O hospital é estadual e quem administra é o município.

Setembro – No início deste ano, o governado Jaques Wagner esteve na cidade e prometeu concluir a reforma em julho. A previsão agora é para setembro, segundo informou a diretora administrativa do hospital, Edna de Souza Alves Santos. O hospital, que tem 64 leitos, atende, por mês, cerca de 8.300 pacientes de Eunápolis e cidades vizinhas.

A qualquer hora do dia ou da noite, a reclamação é sempre geral de quem espera por atendimento no local. “Quando somos atendidos, ficamos no corredor. Isso é um absurdo”, disse Claudemir Soares Nunes, 38.

O prefeito de Eunápolis, José Robério Batista de Oliveira (PRTB), disse que não sabia do pedido de interdição do MP-BA. Afirmou que nunca disse que o hospital estava bom e que quem tinha sido comunicado dos problemas foi o secretário de Saúde e não ele. Observou que não fará reforma porque o hospital em breve mudará para o prédio próprio, que está sendo reformado.     

 

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