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O Ministério da Saúde
lançou hoje (01), no Memorial da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), a
Semana Mundial de Amamentação. O evento pretende estimular o aleitamento
materno e combater o uso excessivo de mamadeiras e chupetas. A presidente do
Departamento de Aleitamento Materno da SBP, Elsa Giugliani, lembrou que a
amamentação é essencial e traz uma série de benefícios tanto para o bebê
como para a mãe. “Para a criança, os principais benefícios são a prevenção
de infecções, diarréia, pneumonia, otite e também de outras doenças que
podem se manifestar mais tarde, como alergia, asma e diabetes, e até alguns
tipos de câncer relacionados à alimentação. As crianças amamentadas também
têm vantagens no desenvolvimento intelectual. Já para a mãe, previne algumas
doenças como câncer de mama e diabetes”, disse. Segundo a SBP, a incidência
de diarréia é de 3 a 14 vezes menor em bebês que são alimentados com leite
materno. A pesar das vantagens da amamentação, de acordo com o Ministério da
Saúde, o aleitamento materno exclusivo entre bebês até 1 mês ocorre em
apenas 53% dos casos, e entre 3 a 4 meses a taxa cai para 21,6%, chegando a
9,7% nas de 5 a 6 meses. A diretora de Ações Programáticas do Ministério da
Saúde, Cristina Boaretto, disse que são raros os casos em que as mães não
podem amamentar. “Quase todas podem amamentar. Não existe leite fraco, nem
pouco leite. Quanto mais o bebê mama, maior a produção. No início, o leite
não é aquele branco, da cor que conhecemos, mas é o colostro que é muito
rico para o bebê”, afirmou. A atriz Cássia Kiss, que incentiva o aleitamento
materno nos cartazes do Ministério da Saúde, amamentado seu filho Pedro
Miguel, de dois anos e três meses, disse que os benefícios ainda vão muito
além das questões de saúde. “Amamentar não é só o leite que eu estou dando
para o meu filho. Eu estou me ocupando também de fortalecer sentimentos
dentro, como segurança, amor, carinho e afeto”. O Ministério da Saúde
distribui um milhão de folhetos e 300 mil cartazes relativos à Semana
Mundial de Aleitamento Materno. O material foi destinado às secretarias
estaduais de Saúde e às delegacias regionais nos estados.
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