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Comércio é fechado durante o jogo dos selecionados globais,
aplausos para esses analfabetos de chuteiras, que paralisam um país,
afinal somos conhecidos no nosso hino nacional de gigante deitado
eternamente, levantar o que? Levantar pra que? Se Deus já traçou o
destino da humanidade, está tudo escrito, nenhuma folha que cai será sem
o consentimento do divino, pra que levantar? Trabalhar nesse país é
sustentar vereadores, prefeitos, deputados, senadores, e o Presidente
Amputado. Onde uma nação decreta feriado para assistir uma comitiva
fardada, andando atrás da França, sendo coroado com limpos e perfeitos
lençóis, digamos que seja pequenos lençóis por que o seu diâmetro não
consegue cobrir o obeso e arfante dentuço da Nike, em detrimento da
maioria produtiva, que esforça para conseguir pagar os seus impostos,
essa nação onde a carência é o multiplicador de todas as nossas
necessidades.
Nessa nação das
chuteiras é decretado ponto facultativo, um feriado que não é feriado,
que é considerado facultativo mas é obrigatório?” A cada dia, o
quotidiano brasileiro enriquece a coleção de maus exemplos.
Recentemente, quando o governo decidiu impor um teto aos salários
públicos, descobriu-se que parlamentares e magistrados teriam direito a
receber o dobro do valor estipulado, o que foi rapidamente apelidado de
teto duplex. Vá se entender que uma casa possa ter
dois tetos... Porque acontece isso?
Porque um traço
fundamental da formação nacional brasileira foi a presença dominadora (e
quase sempre sufocante) do poder público, pegamos como exemplo a
atitude parceira de
um Jornal on-line, com o prefeito de Eunápolis. Antes faziam as
maiores criticas, atualmente fazem a maquiagem do perfil nada
transparente desse alcaide, antes poderíamos dizer em alusão a esse
jornal on-line: ¨ Quem critica o roubo, é porque não fez parte do
saque,¨ nunca mais criticaram o chefe da administração municipal,
gostaria de saber o porque, é namoro ou amizade?
O que o Brasil precisa é de
uma avassaladora tempestade de neve. Uma só talvez também não seja
suficiente: melhor uma a cada ano, entre um período semestral de escuro
e rigoroso inverno, que acabe com toda a parca plantação colhida no
semestre temperado de bonança. Já está na hora: nós precisamos passar
fome. Enquanto banana, mamão e chuchu, crescer em nossos quintais e
cachorros vaguearem livremente pelas ruas, e o povo, bem ou mal,
continuar tendo o que comer, estaremos condenado ao culto folclórico à
vagabundagem, à administração política e privada incompetentes e
corruptas, à imbecilidade intolerante e à ignorância orgulhosa
O sol na cabeça amolece os miolos e cansa os poucos que se dispõe a
trabalhar; o resto se recolhe à confortável sombra da cabana, ou ao
tranqüilo balançar da rede, enquanto sorve vagarosamente uma refrescante
água de coco. Esqueça detalhes históricos - e concentre-se numa variável
única: o calor. A relação entre a temperatura média de um país está
inegavelmente relacionada ao estágio de civilização em que ele se
encontra, ou seja inerte. Temos exemplos a nossa volta. Pra que cultura
mais preguiçosa que o EUCALIPTO? Plantou, agora vá dormir enquanto a
planta cresce, não é mesmo VERACEL ou melhor, VERAINFERNO?
No tempo do meu avô, brasileiros foram para a
Guerra defender sua pátria e sua bandeira. No tempo do meu pai,
brasileiros foram mortos e exilados por não amarem sua pátria e sua
bandeira. Hoje, corpo ereto, mão direita no coração, cantamos o hino
nacional em frente à televisão onde estão os onze heróis que defenderão
nossa pátria e nossa bandeira. Mas, afinal, que pátria é essa?
Não quero ser mais um a acusar injustamente o
futebol de alienante, mas quero chamar a atenção de como a Copa do Mundo
se tornou o melhor palco para a exibição do espírito nacional. Depois
que as guerras perderam sentido e que todos se horrorizaram com a raça
dita superior, restaram a cultura e o esporte para representar um país.
A cultura, por aqui, fez e faz sua parte com Tom Jobim, Caetano Veloso,
Seu Jorge, mas inevitavelmente a cultura representará mais uma classe do
que a totalidade do povo. Já o esporte, e especialmente o futebol,
conseguiu ao longo do tempo representar o rico e o pobre, o branco e o
preto, o do sul e o do norte. E a Copa do Mundo é o grande palco para
exibir essa metonímia da nação. Um jogo entre Alemanha e Polônia
torna-se um ajuste de contas histórico por causa das guerras e invasões
entre os dois países, uma partida entre Portugal e Angola se transforma
em símbolo do embate entre capital e colônia, a primeira participação em
copas de Trinidad e Tobago vira epígrafe da inserção do país no contexto
internacional, a disputa da FRANÇA E BRASIL, cria o desanimo a depressão
de uma pátria, que na derrota somos uma nação de fracassados que somente
o futebol simboliza o nosso poderio, a nossa moral.
Herdeiros de degredados, ladrões, estupradores,
o caldo só poderia ser o que somos, derrotados, por nós mesmos. Nossa
bandeira deveria ser uma rede, o mastro deveria estar na horizontal, o
hino uma musica de ninar, e deixaríamos de ser equatorianos para ser
denominado de esquimós, hibernar seis meses e acordar para encher
estádios de futebol. País descalços, descamisados, sem nenhuma cobertura
das suas vergonhas, é conhecido na mídia como o PAÍS DAS CHUTEIRAS, do
beijo nas malhas dos times, onde cada cusparada representa um novo
contrato mais milionário e polpudo para esses referenciais analfabetos
que contenta a maioria burra de um pais descalços. Idiotas brasileiros,
a mão que afaga é a mesma que apedreja, a boca que beija é a mesma que
escarra.
Levanta da sua letargia, esbraveja, critica,
xinga, discorda, ou então...
VAI
TRABALHAR VAGABUNDO.
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