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Para quem diz que a
maioria do eleitorado baiano, o eleitor comum, de baixa renda e de baixa
escolaridade, não é racional, que não pondera para fazer suas escolhas,
que não é pragmático, a eleição para Governador no Estado da Bahia,
deste ano mostrou o contrário.
Mostrou que sua preocupação é de caráter pragmático, desvinculada de
engessamentos ou convicções mais ideológicas e mesmo morais, afastando
da canga dos seus algozes, do carlismo e soutos da vida.
O eleitor, ao que parece, está mais racional que nunca, no que se refere
à escolha à Governador da Bahia. Mas diria o leitor mais atento: e este
sem-número de escândalos envolvendo petistas?
Como podemos afirmar ser racional o eleitor que apóia o Governador
eleito e o presidente que pertence a um partido que está tão envolvido
(direta ou indiretamente) em casos como o do mensalão, corrupção,
omissão, mentiras, propinas, servilismo, da compra de dossiês entre
outros?
Como o eleitor pode dar suporte e respaldar, com sua intenção de voto,
atitudes no mínimo suspeitas e tão pouco virtuosas do ponto de vista
moral, em sustentar esse Presidente amputado, tanto no dedo quanto na
língua? como podemos entender esse paradoxo? Deve ser porque ACM e PAULO
SOUTO é pior ainda, e a opção é óbvia, ATÉ POSSO FREQUENTAR A CASA DO
LADRÃO, MAS JAMAIS EU O CONVIDARIA PARA JANTAR NA MINHA CASA.
Portanto vamos esperar o convite para irmos ao Palácio do Governo, ano
que vem, enquanto isso, desejamos a quem esta saindo... VAI COM DEUS,
PESTE...
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--------------------------------------PORQUE OS BAIANOS VOTARAM NO
PERSEGUIDO DAS ZÉLITES...
Para compreendermos porque essa euforia no nordeste em torno do nome do
presidente amputado, devemos separar duas coisas primordiais: uma é o
julgamento moral de um indivíduo; a outra, o julgamento político de
alguém que ocupa a cadeira de presidente da República. Esta separação é
fundamental, pois o julgamento moral de um indivíduo se dá de forma
diferente do julgamento político.
A ação guiada pela moral deve ter pureza de princípios,
independentemente de qualquer outra coisa. Ela é guiada pela virtude,
pela fé nos valores e não é comprometida com nenhum tipo de resultado. É
o tipo de ação a que o pensador alemão Max Weber afirma ser guiada pela
"ética de convicção". Não há aqui espaço para cálculo de perdas ou
ganhos, há apenas as certezas dadas moralmente.
Mas política e moral são coisas que nem sempre caminham de mãos dadas e
tem cada uma a sua própria lógica. Uma ação moralmente correta pode ser
um desastre político.
Esta constatação não é nova dentro da ciência política, aliás foi
declarada como se fosse do filósofo político italiano Maquiavel, que não
teve pudores em escrever que os objetivos na política (por serem de
natureza coletiva e não individual, devemos aqui frisar) são primordiais
e mais importantes que os meios.
A ação política deve ser orientada sobretudo pelos seus efeitos, pelos
seus resultados à coletividade, enfim sua repercussão objetiva junto ao
povo, esclarecendo aos jumentos de títulos eleitorais, que nenhum
eleitor jamais perde o voto quando vota, somente se não comparecer as
urnas, devem portanto, parar de falar que vota no Presidente amputado
para não perder o voto, como se fosse um bilhete de rifa, que tem
direito a prêmio.
Esse amor que o pobre tem ao presidente amputado, deve ser pela esmola
que recebem com um apelido de bolsa escola ou bolsa estudo... Senão
vejamos a canção de Luiz Gonzaga.
¨... Mas doutô dá uma esmola a um pobre qui é são
ou lhe mata de vergonha ou vicia o cidadão...¨
MESMO ASSIM, PAULO SOUTO E ACM, JÁ VAI TARDE, OU MELHOR, VAI COM DEUS,
PESTE... |