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Luiz Marins
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"O TREINAMENTO É MUITO CHATO!"

03/04/2006

 

Uma reclamação que tenho ouvido nas empresas é: "O treinamento é muito chato, professor!".
 De fato, treinamentos longos, poucos eficazes, descolados da realidade do dia-a-dia dos participantes, ninguém mais está agüentando. Além disso, há uma verdadeira mania entre os treinadores de que "treinamento" tem que ser uma coisa "formal", dentro de uma sala de aula, com todos sentados, ouvindo, etc. Está faltando ao pessoal que cuida dos treinamentos das empresas uma visão de marketing interno, ou seja, uma visão de "vender" o treinamento para seu público-alvo, seus clientes, com foco nos resultados práticos dessa formação.
Outro dia participei de um curso para vendedores. Vendedores acostumados a estar na rua, no mercado, andando, visitando clientes, falando e acontecendo o dia inteiro, todos os dias. Pois esse curso era de uma semana. Todos fechados num hotel. Presos numa sala de aula. Os vendedores queriam morrer! Morrer de tédio! Morrer de não agüentar a prisão de uma sala.  Minha pergunta foi: Será essa uma forma eficaz de treinar vendedores? Haverá algum ganho nesse treinamento?
Por que não fazer um treinamento ativo, alegre, no meio de uma atividade lúdica qualquer? Porque uma discussão durante um grande almoço ou um churrasco – onde todos falam, perguntam, questionam – não pode ser considerado "treinamento"? Por que um happy hour com um consultor, professor ou quem seja, onde as pessoas todas interagem alegremente não pode ser considerado um "treinamento"? Por que uma alegre visita ao mercado, a uma empresa similar ou não, ou mesmo a ida a um cinema para assistir a um filme que tenha relação com o nosso produto ou serviço não pode ser considerado um "treinamento". E por que esses "treinamentos" não-formais não podem ter um "Certificado"? Por que os treinamentos têm que ser sempre "chatos"?
 É hora de repensar o treinamento voltando o foco para a eficácia e os resultados e não para a sua formalidade. Só assim todos quererão ser treinados. Todos brigarão para participar. E não é isso que queremos?
Nesta semana, pense nisso.

 

 
 
 
 
   

 Luiz Marins

   
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