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Uma reclamação que
tenho ouvido nas empresas é: "O treinamento é muito chato,
professor!".
De fato, treinamentos longos, poucos eficazes, descolados da
realidade do dia-a-dia dos participantes, ninguém mais está
agüentando. Além disso, há uma verdadeira mania entre os treinadores
de que "treinamento" tem que ser uma coisa "formal", dentro de uma
sala de aula, com todos sentados, ouvindo, etc. Está faltando ao
pessoal que cuida dos treinamentos das empresas uma visão de
marketing interno, ou seja, uma visão de "vender" o treinamento para
seu público-alvo, seus clientes, com foco nos resultados práticos
dessa formação.
Outro dia participei de um curso para vendedores. Vendedores
acostumados a estar na rua, no mercado, andando, visitando clientes,
falando e acontecendo o dia inteiro, todos os dias. Pois esse curso
era de uma semana. Todos fechados num hotel. Presos numa sala de
aula. Os vendedores queriam morrer! Morrer de tédio! Morrer de não
agüentar a prisão de uma sala. Minha pergunta foi: Será essa uma
forma eficaz de treinar vendedores? Haverá algum ganho nesse
treinamento?
Por que não fazer um treinamento ativo, alegre, no meio de uma
atividade lúdica qualquer? Porque uma discussão durante um grande
almoço ou um churrasco – onde todos falam, perguntam, questionam –
não pode ser considerado "treinamento"? Por que um happy hour com um
consultor, professor ou quem seja, onde as pessoas todas interagem
alegremente não pode ser considerado um "treinamento"? Por que uma
alegre visita ao mercado, a uma empresa similar ou não, ou mesmo a
ida a um cinema para assistir a um filme que tenha relação com o
nosso produto ou serviço não pode ser considerado um "treinamento".
E por que esses "treinamentos" não-formais não podem ter um
"Certificado"? Por que os treinamentos têm que ser sempre "chatos"?
É hora de repensar o treinamento voltando o foco para a eficácia e
os resultados e não para a sua formalidade. Só assim todos quererão
ser treinados. Todos brigarão para participar. E não é isso que
queremos?
Nesta semana, pense nisso. |