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QUANDO BATE O DESESPERO
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Luiz Marins
Muitas vezes, na vida de todos
nós, como empresários e como pessoas, sentimos a "desesperança" bater à
nossa porta, chegar à nossa mente. Parece que não temos mais saída.
Clientes que não pagam. Fornecedores que não entregam. Funcionários que
faltam e estão desmotivados. Problemas na produção. A enorme carga
tributária. Juros estratosféricos. Nosso salário que não aumenta, as
contas se acumulam, o banco liga, a família reclama, etc. etc. Cada um
tem um lista enorme de problemas que muitas vezes se acumulam de tal
forma que entramos em verdadeiro "desespero" que significa
"desesperança" ou seja, perdemos a "esperança" de conseguir sair daquela
situação. Recebo, semanalmente, dezenas de e-mails e fax relatando
situações de desesperança empresarial e pessoal. São situações duras,
reais, concretas.
Perdemos a "motivação" para continuar lutando. Perdemos os "motivos"
para prosseguir. Ficamos descrentes. Perdemos a coragem que nos trouxe
até aqui. Temos a impressão de que o mundo se voltou contra nós e que
erramos em tudo o que fizemos – das decisões empresariais às escolhas
pessoais. Temos vontade de "jogar a toalha" e desistir.
Nestes momentos é preciso ter muita calma. Muita sabedoria. Muita
paciência para que não destruamos com nossa real e até justa
desesperança tudo o que construímos até aqui – tanto na vida
profissional e empresarial como na vida pessoal. É hora de enfrentar a
realidade – enfrentar significa olhar de frente, com grande senso de
realidade. Nas crises – e é importante que saibamos que todos temos
nossas crises – o mais importante é a calma, a análise fria, a busca de
lições e oportunidades que ainda possam existir. Para enfrentá-las é
preciso saber que temos que mudar nossa forma de pensar e de agir,
muitas vezes fazendo opções nem sempre fáceis e agradáveis. Mas temos
que fazê-las. Pensar com vistas ao longo prazo e não no "desespero"
poderá nos levar de volta ao equilíbrio. As conseqüências de uma decisão
"desesperada e apressada" podem ser muito danosas para o resto de nossa
vida empresarial ou pessoal.
Vejo casamentos e famílias desfeitos em função de uma crise que, se
enfrentada com paciência, razão e fé poderiam ser salvos. Vejo decisões
empresariais tomadas no desespero de uma crise que mataram anos de
sucesso. E muitas vezes as decisões desesperadas que tomamos não têm
volta. Daí virá um arrependimento muito forte e um sentimento de culpa
que podem ser piores do que as sensações de abandono e desespero que
tínhamos durante a crise.
Temos que lembrar que vivemos no Brasil e que o nosso País é "em
desenvolvimento" e que todo desenvolvimento (como na adolescência) gera
crises de crescimento. O mercado muda com uma rapidez que nem sempre
conseguimos compreender. Uma situação extremamente negativa pode
transformar-se em positiva em questão de meses. Nós, brasileiros, temos
essa experiência. Já tivemos nossa poupança confiscada. Já tivemos 80%
de inflação ao mês. Já tivemos situações muito piores e as enfrentamos.
Quem tomou decisões "desesperadas" com aqueles cenários pode ter se
arrependido.
Nesta semana, pense nisso. Tenha calma. Enfrente com calma, razão e fé
as crises que você pode estar passando. Lembre-se que elas podem passar
e por certo passarão se você enfrentá-las buscando a ajuda certa, de
pessoas certas, com humildade e, novamente, fé.
Pense nisso. Boa semana. Sucesso!
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Os assuntos assinados são de responsabilidade dos
autores. |
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Coluna de responsabilidade exclusiva do autor.
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