Luiz Almeida Marins
Filho
O Brasil de hoje,
como disse o publicitário Nizan Guanaes, será dividido em dois tipos de
empresários: Os que choram... e os que vendem lenços.
Fui convidado para
discutir a crise do setor industrial numa cidade do interior de São
Paulo. Um empresário foi me esperar no aeroporto. Tínhamos tempo e ele
me convidou para visitar a sua empresa. Quando lá cheguei, vi uma
indústria trabalhando em três turnos. As instalações da indústria ao
lado haviam sido alugadas por esse empresário para aumentar sua
produção. Ele estava exportando para a China, Rússia, Estados Unidos e
Europa. Não me contive e perguntei:
- Espere um
pouco! Não viemos discutir aqui a “crise” do seu setor?
Ao que ele me
respondeu:
- “Crise para os
outros. A verdade é que nós estamos sabendo da globalização e do aumento
da competitividade há quanto tempo? Por isso viemos nos preparando. Já
há alguns anos fazemos programas de qualidade e produtividade e nos
preparamos para este momento. E os outros? A verdade é que
enquanto nós trabalhávamos 12 horas por dia em direção à modernidade, os
outros empresários da cidade formavam comissões para falar com
deputados, secretários e ministros pedindo proteção ao setor....
Hoje estão todos quebrados. Não entenderam o tempo em que estamos
vivendo.”
Esta história tenho
visto repetir-se em inúmeros setores empresariais em todo o Brasil.
Há os que choram e os que vendem lenços.
Agora não é hora de
pedir proteção ao governo ou a quem quer que seja. É hora de mudar. É
hora de acreditar que as mudanças no mundo e no Brasil vieram para ficar
e vão ser a cada dia mais rápidas e radicais. Depois que estivermos
falidos não adianta culparmos a globalização ou o “dumping
social” da China, ou mesmo Deus pelo nosso fracasso.
Pense nisso. Mude
enquanto é tempo. Mude enquanto há tempo. É preciso passar do plano do
choro para o plano da ação.
Boa Semana.
Sucesso!