Luiz Marins
Recebi, do amigo Paulo Betti, este texto
Caldaico
do VI século a.C.
É para ler e refletir. Sabedoria e lucidez,
definitivamente, não têm idade.
“O homem lúcido sabe que a
vida é uma carga tamanha de acontecimentos
e
emoções que nunca se entusiasma com ela,
assim como não teme a morte. O homem lúcido sabe que viver e morrer são o
mesmo em matéria de valor, posto que a Vida contém tantos sofrimentos que
a sua cessação não pode ser considerada um mal”.
“O homem lúcido
sabe que é o equilibrista na corda bamba da existência. Sabe que, por
opção ou acidente, é possível cair no abismo, a qualquer momento,
interrompendo a sessão do circo”.
“Pode também o
homem lúcido optar pela Vida. Aí então, ele esgotará todas as suas
possibilidades. Passeará por seu campo aberto e por suas vielas floridas.
Saberá ver a beleza em tudo. Terá amantes, amigos, ideais. Urdirá planos e
os realizará. Resistirá aos infortúnios e até às doenças. E, se atingido
por algum desses emissários, saberá suportá-los com coragem e mansidão”.
“Morrerá o homem
lúcido de causas naturais e em idade avançada, cercado por filhos e netos
que seguirão sua magnífica aventura. Pairará então, sobre sua memória uma
aura de bondade. Dir-se-á: aquele amou muito e fez bem às pessoas.
“A justa lei máxima
da natureza obriga que a quantidade de acontecimentos maus na vida de um
homem iguale-se sempre à quantidade de acontecimentos favoráveis. O homem
lúcido que optou pela Vida, com o consentimento dos Deuses, tem o poder
magno de alterar esta lei. Na sua vida, os acontecimentos favoráveis
estarão sempre em maioria”.
“Esta é uma
cortesia que a Natureza faz com os homens lúcidos.”
Nesta semana, pense nisso. Pense como o homem lúcido em optar pela Vida.
Em urdir planos e realizá-los. Em resistir aos infortúnios. Em esgotar
todas as possibilidades de ser feliz.
Boa Semana.
Sucesso!