Num livro de 1780 - “Adágios,
Provérbios, Rifãos e Anexins da Língua Portugueza” – editado pela
Real Casa Portugueza, há um ditado que diz: “Andando na égua e
perguntando por ela”.
Pense nesta sabedoria
popular. Quantas vezes não conseguimos enxergar as coisas que estão
debaixo de nosso próprio nariz?
Será que a solução de nossos
problemas na empresa e mesmo nossos problemas pessoais não está mais
próxima de nós do que pensamos?
E as oportunidades
então? Será que não estamos buscando longe demais por oportunidades que
estão passando pela nossa frente a todo instante?
Na empresa, ficamos
imaginando abrir uma filial distante quando muitas vezes nem sequer
vendemos para nossos vizinhos. Ficamos buscando novos clientes quando
poderíamos vender mais ítens de nosso catálogo de produtos para aqueles
que já compram alguma coisa de nós e portanto já são nossos clientes.
Ficamos buscando novos clientes quando poderíamos fazer coisas que
fidelizassem o nosso cliente conosco, tornando-o totalmente
satisfeito. Mas, muitas vezes, com a mão direita estamos querendo pegar
um novo cliente e com a esquerda estamos perdendo um que já temos por
não atendê-lo bem.
Ainda na empresa, quantas
oportunidades de parcerias, alianças estratégicas, associações, compra
conjunta, manutenção cooperada, terceirização, etc., poderíamos fazer
com clientes e fornecedores com os quais nos relacionamos há anos e nem
sequer pensamos nessas oportunidades?
Na vida pessoal, quantas
oportunidades surgem de aprender, de sermos promovidos, de um novo
cargo, de uma transferência para um local com novos desafios, de uma
nova carreira e não damos a devida atenção ao ficarmos reclamando de
nossa própria sorte e olhando o sucesso alheio?
Veja se você não está
andando na égua e perguntando por ela. Veja se a solução dos seus
problemas e se as oportunidades não estão, de fato, debaixo de seu
próprio nariz.
Pense nisso. Boa
Semana. Sucesso!