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Sem levar em consideração os tempos de
maior povoado do mundo, antes mesmo de existir como cidade, ela
sofreu uma tentativa de “aborto”. Quando o povoado gigante estava
prestes a despertar para a vida a sorte pareceu ter tirado férias.
Era um tempo de sonho, de esperança, o
próprio sonho estava alto, a prosperidade parecia bater à porta, a
então 64, (sessenta e quatro) foi imaginada assim, pelos seus
fundadores.
Lá pelos anos oitenta, como cidade e
de identidade nova, Eunápolis foi envolvida no maior escândalo de
corrupção para a época: a “dos anões do orçamento”.
O que era para ser bonito ficou feio,
ainda com grandes chances de mudar, virou pesadelo, é triste, mas é
a realidade. Desde que se emancipou, Eunápolis tem tido a sua imagem
denegrida e a sua “nudez” exposta ao mundo, através de manchetes de
jornais de pequena e grande circulação no país.
Agora recentemente, numa disputa de
poderes por poder, Eunápolis esta “fazendo” parte de um triângulo
amoroso, ainda sem data para terminar.
Dizem, que a imagem da Pátria ou mesmo
de uma cidade está estampada no rosto daqueles que a representam.
Eunápolis está sendo manchete de novo através de seu representante
maior.
Percebe-se pelas batalhas jurídicas
que a cidade tem enfrentado, e o imposto que também é uma vítima,
tem financiado absolvição da corrupção, vitimando os seus próprios
pagadores que é o povo.
Se pudéssemos voltar ao passado, lá
encontraríamos enterrada parte da nossa história, e juntos, os
sonhos de grandezas que imaginaram seus verdadeiros baluartes.
Aqueles que contribuíram para que ela
viesse ao mundo, a defenderam-na com unhas e dentes, deram o máximo
de si e não quiseram nada em troca.
Contrariando o adágio popular , que
diz que : “O homem só vira herói quando morre”, Dr Gusmão e o Dr
Eunápio Peltier de Queiroz, receberam pelos seus atos de bravura, um
valor inestimável. O reconhecimento, mesmo antes de morrerem, teve
seus nomes escritos para a eternidade.
Se pudéssemos voltar no tempo para
ressuscitar toda essa magnitude, pegar a rodagem da primeira parte
da história, revestindo o seu segmento, inovando com grandeza da
velha personalidade, seria bom demais.
Desde o começo do mundo, que um tempo
morre para dar vida a outro, mas o novo tempo que segue, não está
agradando os poucos homens de boa vontade.
A esperança é a ultima que nasce,
precisamos de uma renovação de verdade, a cidade precisa sair do
ostracismo em que se encontra. |