Quando a esquerda brasileira, ainda não havia cedido às pressões da conveniência da denominada direita, havia uma frase em seus cartazes, dizendo: “melhor morrer lutando
que viver ajoelhado”. Tempos mais tarde, já como governo, a mesma esquerda parece ter adotado o provérbio do sábio rei Salomão que diz: “mais vale um cão vivo, que um leão morto”.
Nada mais receoso que discordar ou relatar as ações constituídas de forma legal, mas que, em tese, onde tudo é possível e em nome de uma democracia desvirtuada.
Certa autoridade eleitoral, com um vasto conhecimento de causa, num determinado cartório, disse não haver censo de justiça na política ou mesmo em um governo constituído pelo povo; dizia: “tudo que contraria os seus interesses pode tornar-se crimes passíveis de penalidades diversas e adversas contra aquela pessoa ou contra aquele objeto por ter posicionado contra as suas atitudes”.
Os formadores de opinião que tem conhecimento de causa sabem muito bem que as leis brasileiras mais parecem com uma salada-de-frutas recheadas e acobertadas com leite de pinhão-roxo - imagine o veneno - por isso todo cuidado é pouco ao expressar um sentimento contrário às atitudes errôneas de um país que se diz democrático, mas que é de um regime semi-totalitário.
Segundo a nossa Carta Magna todos têm os mesmos direitos e deveres e é aí que a sua democracia entra em contradição.
O Brasil ainda está longe de tornar-se um país decente e vem sendo observado pelas suas propagandas. Recapitulamos trechos da propaganda eleitoral, que atualmente circula pela televisão: “você está satisfeito com o candidato que você elegeu, é você lá.” Imaginem a quantidade de gestores envolvidos diretamente ou indiretamente com os crimes de peculato e você sendo comparado e responsabilizado pelas atitudes criminosas isoladas dos tais; como todos têm os mesmos direitos e deveres, as pessoas nas ruas acham que os delitos praticados por pessoas comuns são espelhados no mal exemplo que vem de cima, mas, ainda assim, a lei acusa o povo, que não tem como se defender, pelos erros cometidos pelos nossos “constituintes”. Em que “sinuca de bico” fomos colocados. Quanto ao povo não politizado nunca decifrará e nem entenderá o segredo da “caixa-preta” deste avião que nos conduz, denominado Brasil!