Diz um ditado antigo: “de pequeno que se faz grande”. Todo trabalho dignifica o homem. Esta expressão é usada desde os tempos primitivos. Apesar do coração do homem ser mau desde a sua mocidade, foi implantado nele o discernimento e a capacidade de saber o que é bom e o que é mau. Assim, também, é o adolescente. Quando nos entendemos por gente, o básico do nosso intimo nos diz, que: “matar e roubar, além de ser um crime, é também um pecado previsto nas leis prioritárias de Deus”.
Diz-se: “É quando criança que se faz o homem”. É claro que a criança tem direito à infância, mas, o aprendizado profissional constitui-se no trabalho permanente e este direito está sendo negado, não à criança, mas ao adolescente, que diz saber o que quer.
“Doce que muito se mexe, às vezes não chega ao ponto”. A estória de que os adolescentes cometem crimes por inocência, não convence nem eles mesmos. Uma entrevista dada a uma emissora de rádio de alcance nacional, um adolescente de apenas quinze anos, disse que entrou no mundo do crime aos treze anos e que o seu pai era um policial, morto a tiros por marginais. Disse mais, que quando um adolescente infrator utiliza de uma arma para praticar os seus crimes, ele está em sua perfeita consciência. O adolescente alegou ser um jovem revoltado e que não precisava reduzir a pena de maior idade. O que está faltando é oportunidade...
No entendimento do adolescente, o trabalho é meio para ganhar o seu rico dinheirinho, afinal, todas as nossas necessidades dependem do nosso ganho. Também há aqueles que seguem o extinto mau do seu coração e são considerados elementos sem recuperação devendo ser punidos de verdade... Assim dizem: “quando um espinho é de furar, de pequeno já traz a ponta”.
Joselito do Nascimento Maciel, filho de uma mãe índia com um pai branco. Conta-nos: “Juntos à minha mãe, eu e meus irmãos, ainda quando crianças, fomos abandonados pelo nosso pai. Foi um tempo difícil, passamos muitas necessidades... para ajudar nas despesas da casa, passei a vender pão num cesto, mas, nem assim perdi a dignidade. Eu era tão pequeno, que passaram a me chamar nas ruas de “moleque do pão”. Tempos mais tarde a minha mãe morreu apaixonada por meu pai.
Hoje, o “moleque do pão”, cresceu! Já passou dos sessenta anos, em paz consigo mesmo e goza de uma consciência tranqüila e nunca precisou roubar e nem matar ninguém.