Pode estourar a qualquer momento no cenário político de Eunápolis a informação que um dos quatro
cavaleiros deverá tirar o puro sangue da raia, tendo que se afastar do páreo que levará o mais veloz a linha de chegada do Archimedes Martins. Tanto que um deles não tem permitido coices no puro sangue visando exatamente usar o seu prestígio, energia e força para chegar à vitória. Bom de chegada, mas encrencado até o pescoço com estripulias praticadas num passado não muito distante no haras, o puro sangue estaria aguardando tão somente a nota de desclassificação dos juízes da prova, que pode ser divulgada a qualquer momento. Dizem até que o nobre feudal que habita importante palácio na cidade dos soteropolitanos, e um outro, que anda deixando fortes pegadas em área federal estariam por detrás das decisões que culminariam com a utilização do bom cavalo para realimentar a corrida do que não consegue pegar ritmo e muito menos animar a torcida. De qualquer modo, a saída do nobre eqüino do páreo deixará órfãos apaixonados torcedores, por sinal, uma legião de dar inveja a qualquer um dos mortais. Um importante patrocinador que domina o negócio de bondes das cercanias já teria tirado os contos de réis da jogada, o que acabou por diminuir consideravelmente a frota de charretes que anunciavam o famoso puro sangue. Seria mais um foco de incêndio? Quem viver, verá.

