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01/02/07 - Sitepopular /Por Jorge Amorim

Eunápolis: Jorge Amorim põe a boca no "trombone"

 

Até Quando?
“Isso tudo acontecendo e ‘eu’ aqui na praça dando milho aos pombos...”.
Até quando?
Teremos um grupo político: que nunca mostrou os dias melhores e isso é visível até por quem não quer ver.
Até quando?
Teremos um segundo grupo político: que nunca mostrou que do lado de lá a “coisa” é melhor que do outro lado e como uma seita maligna o povo é esmagado e seguem acreditando que sua fé ninguém destrói.
Até quando?
Teremos um terceiro grupo político: que em nome de uma proposta de renovação, só consegue reproduzir vícios políticos.
Como relata o trecho da música acima, a sociedade como uma simples e omissa expectadora assiste tudo de camarote e há ainda, os que como “prostitutos políticos” se vendem por valores que só quem não tem dignidade conseguem cotação e em busca de justificar o seu preço idolatram os ídolos políticos eunapolitanos.
O contexto político de Eunápolis pode-se espelhar nos discursos dos cortesãos antigos que diz: “se apunhalar um adversário pelas costas, que seja com luvas de pelica nas mãos e no rosto o mais genial sorriso”. O que se percebe é que todos os nossos políticos são iguais, eles se completam, se camuflam de pessoas de bem, mas em nome da ganância e do poder, são capazes de vender as almas para o diabo, então, deixam cair a máscara mostrando a verdadeira cara, onde as semelhanças são bem aparentes, pois todos carregam nas faces a eterna fragrância de “óleo de peroba”.
E o que se vê é o descaso, a falta de responsabilidade com a coisa pública, a doença da saúde municipal, a falta de respeito aos direitos humanos, onde crianças são expostas ao ridículo de uma renovação política, onde são barganhadas por computadores, vítimas por um lado de uma educação desgovernada, em que, os trilhos que a conduzem apontam um despenhadeiro sem precedentes. E por outro lado, a falta de compromisso social de uma multinacional que em nome do progresso e da ambição capitalista verde é mais forte que o verde que na mata havia. E através de uma cortina de eucaliptos, deixa a sociedade de olhos vendados buscando novos horizontes, porém só VERÁ O CÉU.
Um dos patrimônios públicos do município, os servidores públicos, que nunca teve paz em nenhuma administração, sofre para garantir direitos constitucionais garantidos, onde mais de 700 (setecentos) pais de famílias, “concursados” foram de forma irresponsável jogados na rua pela administração pública, desrespeitando a justiça e nos fazendo lembrar de velhos coronéis da política em pleno século XXI. Com os vereadores não se pode contar, até mesmo porque, para um deles: “quem não é vereador não é nada”. Resta a dúvida: qual a diferença entre nada e nossos vereadores!
Na educação encontram-se todos os pilares necessários para despertar no cidadão o senso crítico/político, capaz de reverter essa situação, porém existem limitações da educação para agir contra a pobreza, a desigualdade social, a miséria e o oportuníssimo dos políticos, pois em primeiro lugar, seus efeitos são demorados. Em segundo lugar, não existe em Eunápolis e no Brasil a cultura de associar a educação à política, o que poderia contribuir para a capacitação do homem para atuar de forma crítica e decisiva no meio em que vive. Em terceiro lugar, a estratégia de distribuição de educação tem efeito essencialmente entre as crianças e adolescentes, e pouco efeito entre os adultos. (No Brasil, cerca de 50% de adultos tem 4 ou menos anos de escolaridade). Em quarto lugar, educação só é prioridade para os políticos nos palanques e em época de eleição.
No dia em que o professor, o servidor público de uma forma geral, as entidades, a sociedade organizada, enfim todo povo, souber utilizar a força que tem em suas mãos e o poder de suas ações, conjuntas principalmente, em nome da ordem e do progresso eles levantarão do berço esplêndido esse Município, esse Estado, essa Nação.

 

Sitepopular / Jorge Filho Amorim: Diretor da APLB – Sindicato.