Certidões:

 I. Renda

 Inss

 Fgts

Pgfn

Faz. Estadual - BA

P.Judiciário

 
 

BuscasE-MailArquivos:Notícias  FotosSlides/Vídeos

EU

SP Busca

RE

PÓR

TER

 

 
 
 
 
 

Luiz Leitão - Colunista e colaborador do Sitepopular

luizmleitao@gmail.com

 

Imprimir Página

Enviar

E-mail
 
 
Outros artigos
 
A Rosa de Irosnhima
As perdas dos limites e a ilusão do sofisma
Os falcões brasileiros
Presente imerecido
Sharia à brasileira
A mídia segundo Sarney
O arquiteto da crise
Honra ao demérito
O desmanche da ética
Algozes da inocência
Te absolvo
Tráfego aéreo parlamentar
O valor real da gasolina brasileira
Os perigos do voluntarismo
Ambiente Turvo
O monopólio do poder
Guerra sem vencedores
Não se pode beneficiar picaretas
Teimosia (in) conveniente
Uma nova América
Inútil Censura
Entre a Lei e a punição
Os carrões da PF
Cría cuervos
Além do nepotismo
A infindável batalha contra a má política
A doença crônica do estado paralelo
Impunidade perpétua
Entre algemas e o foguetório
Bebida alcoólica: armadilhas da lei seca
Empresa fiel, cliente idem.
Missão Iniciada
Fome e discurso
Inquérito mediático
Quando erros viram acertos
Rumo à autocensura
Sinais exteriores
Em águas revoltas
Ano Novo, vida nova
Depois da CPMF
Vitória de pirro
O bobo da Corte
Drogas: Repressão ou legalização?
Luta desigual
O preço das ambições
Lições de um julgamento
Justiça de resultados
Semelhanças
Parte do jogo
Uma pergunta sem resposta
Informalidade e corrupção
Vocação política e democracia
Uma sentença, duas lições
A frase de sempre
A impunidade dos grandes
Deficientes, culturalmente excluídos
Os devaneios comportamentais da Igreja
O furacão e a deusa da Justiça
Camicases modernos
Incompetência e deboche
Eficiência versus política
A euforia do álcool
Agruras de um consumidor
Medidas tímidas contra a violência
O insolúvel teorema ecológico
O Congresso se repete
Quando o medo ameaça a liberdade
Politicamente incorretos
A Gênese de um Ditador
Criminalidade recôndita e selvageria explícita
Quanto vale um parlamentar?
Entre a retórica e a realidade
O apagão aéreo, uma coisinha “simples”
A Hierarquia Salarial do Setor Público
 
 
 

 

 

Luiz Leitão

19/03/2011

 

A Rosa de Iroshima

 

A paisagem de destroços em Yamada, Estado de Iwate, no Japão, após os gigantescos terremoto e maremoto que atingiram o país guarda alguma semelhança com as imagens de Hiroshima e Nagasaki.

Se a devastação ali pode ser atribuída às forças da natureza, a radioatividade que permeia o ar é fruto da mesma irresponsabilidade que levou à destruição daquelas cidades na Segunda Guerra Mundial, com uma diferença: hoje por omissão, no passado por ação.

O que distingue a incúria das autoridades que permitem o agravamento de desastres previsíveis no Brasil, como os deslizamentos na região serrana do Rio de Janeiro, da dos governantes do Japão?

Permitir a construção de usinas nucleares num local de tão intensa atividade sísmica é mais do que jogar com a sorte, quando se sabe que as placas do Pacífico se movimentam a velocidades elevadas, cerca de nove cm/ano.

Isso leva à rápida acumulação de enormes quantidades de energia. À medida que a placa do Pacífico se move para baixo, ela adere à placa superior e a puxa junto.

Os tremores foram o resultado de uma violenta elevação do leito marítimo a 80 milhas da costa de Sendai, onde as placas tectônicas do Pacífico deslizam sob a placa em que o Japão está assentado.

Dezenas de milhas da crosta se romperam ao longo da fossa onde as placas se encontram. O terremoto ocorreu a relativamente pouca profundidade, entre seis e 15 milhas, o que significa que muito de sua energia foi liberada no leito marinho, tendo sido, portanto, um maremoto.

As placas tectônicas da região são complexas, e geólogos não têm certeza sobre qual placa o Japão está assentado, tanto pode ser a placa da Eurásia, a microplaca de Honshu, a de Oshkosh ou até mesmo a Norte-americana.

Mas os cientistas sabem calcular a velocidade potencial das águas de acordo com a magnitude do tremor; no caso 500 milhas por hora, velocidade de muitos aviões, e a energia cinética resultante desse deslocamento é aterradora.

Uma massa gigantesca de água se movendo a tamanha velocidade tem um potencial destruidor incalculável. Eis a razão pela qual não se deveria, jamais, ter construído qualquer usina nuclear no Japão.

As placas continuam se movendo, acumulando energia para o próximo desastre.

As inspeções que serão feitas pelos 14 países entre os 27 que possuem usinas nucleares comprovarão, segundo Ghünter Oettinger, comissário de Energia da União Europeia, que algumas deverão ser fechadas ou revisadas, além de não estarem preparadas para enfrentar eventos climáticos extremos, terremotos ou quedas de energia e ataques terroristas.

Entre 50 e 300 funcionários atuam na luta para controlar os quatro reatores de Fukushima fora de controle, sob a ameaça de fusão de seus núcleos e liberação de radioatividade.

Esses trabalhadores que permanecem na usina são heróis anônimos, a maioria acima dos sessenta anos. Seus soldos são uns 80 euros diários.

Mas eles não fazem isso por dinheiro, nem reconhecimento. O que os move é o “yamato-damashii", o “espírito japonês”.

As autoridades aumentaram a dose máxima de radioatividade que a que poderão estar expostos de 100 para 250 milisieverts... São as novas Rosas de Hiroshima, altruístas, que florescem para o bem comum, despidas da estupidez dos empresários e políticos.

Luiz Leitão é jornalista MTE 57952SP

 

Comentários: 01

 
20/03/2011 - Claudete: Meu Deus !!!será p fim dos tempos , que Deus proteja os desamparados e que o homen tenha conciencia que ele próprio está destruindo nosso planete , vamos todos juntos únidos quidar mais desta maravilha que é nossa morada.
 
 

 

Clique aqui e deixe seu comentário. Seu e-mail não será publicado.

Espaço do leitor | O Xarope.com  | Eunoesporte  | Indique o Sitepopular|

© 2003 - 2007 Sitepopular.com.br Todos os direitos reservados

Banner Rotacional - Modificado por Sitepopular.com.br Ltda