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Coisas de Liderico

 

O Bêbado e o equilibrista

 

 

Existe no cume da administração pública da Bahia, um BÊBADO, e no extremo da cadeia política, coincidentemente no extremo do mapa, um EQUILIBRISTA. Enquanto o bêbado tenta acordar da sua letargia alcoólica, o equilibrista tenta manter o prumo, nas quinas do cofre público, segurando o segredo na ânsia de preservar o seu poder, às margens da vontade da população Eunapolitana. O bêbado faz mais um brinde, por não ter adversário que o critique, passe a espora, cutuque o sovaco, ou até mesmo jogue um balde d'água, para acabar com a sua amnésia alcoólica. Foi-se ACM, quem poderá contestar o sucessor do Souto? Quanto ao equilibrista, continua escorregando, vai ao chão, volta a sua posição vertical, torna cair, plagiando o hino pessoal do bêbado, beber, cair e levantar... beber, cair e levantar. Nessa altura, vocês, diletos observadores dessa crônica, já sabem quem é O BÊBADO e o EQUILIBRISTA, personagens dessa situação incômoda... Tem coisas que acontecem somente com o Botafogo, com a Bahia e também com Eunápolis. Com raríssima exceção na sua história, nem o Estado da Bahia nem o Município de Eunápolis tem o sortilégio de escolher bem seus governantes. Tempo bom de fazer política, era aquele tempo de Alcides Lacerda, as alcunhas apelidadas eram devolvidas com sorrisos e abraços, PÉ SUJO, virou orgulho da maioria, tinha um quê de haver, as ruas totalmente nuas, e abraçadas pelas chuvas, os bêbados figuras folclóricas, estimulava a filosofia empírica, vamos beber, porque alegria de pobre é embriagar, pobre é igual a lombriga sai da merda morre. Fico rindo quando as pessoas alarmadas me procuram para falar de apagão, tempo não muito distante, já vivíamos isso em Eunápolis, as luzes eram apagadas pontualmente as dez da noite. Tínhamos nossos bêbados. Nossos equilibristas chegavam juntos com o circo, mas não era uma palhaçada, eles tinham responsabilidades, cumpriam com os seus deveres, mas, hoje esse BÊBADO tropeça nas promessas, solta o bafo da omissão, simplesmente bebe, faz mais nada. Mesmo emancipado, e com tantas desditas, eu ainda acho Eunápolis o maior povoado do mundo, observem que Eunápolis é uma planície, é perto de tudo, aconchega todos que se aproximam... que coisa mais gostosa é cruzar a ponte do rio do peixe, subir a ladeira da sapucaeira ou descer na rodoviária, sinto abraçado, como um pai zeloso aconchega um filho desaparecido nos braços. Eunápolis tem o cheiro do cangote das mães. As vezes tenho todo direito de falar mal,  do meu maior povoado do mundo, mas, não aceito que ninguém faça um comentário maldoso a minha cidade. Que se dane o BÊBADO, afinal ele esta distante mais de setecentos quilômetros da minha cidade. Quanto ao EQUILIBRISTA, caros leitores, espero sinceramente, quando vocês terminarem de ler essa crônica, ele já tenha caído.           

 

¨ ...Mas sei que uma dor assim pungente, não há de ser inutilmente a esperança... ¨   ( João Bosco)

 

Coluna de responsabilidade exclusiva do autor, Liderico Meira dos Santos.

 

 

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