Na partida contra
Gana a seleção brasileira mostrou aspectos positivos e negativos. Não
que tenha cometido erros graves, mas não correspondeu à expectativa em
relação ao que sabemos o que o time pode render.
Os
ganeneses entraram em campo com uma tática suicida, tentando marcar o
Brasil em seu campo de defesa, adiantando o meio-campo e sua linha de
zagueiros.
A
estratégia permitiu que jogadores brasileiros ficassem por diversas
vezes frente à frente com o goleiro Kingson.
A equipe de Gana pagou o preço pela ingenuidade de tentar marcar em
linha jogadores habilidosos e experientes como os do Brasil.
Para
sorte deles nosso time errou muitos passes e não aproveitou todas as
chances criadas.
A
seleção brasileira não esteve bem tecnicamente. Kaká, Ronaldinho Gaúcho
deixaram a desejar e isso fez com que os jogadores de ataque e mesmo os
laterais, não tenham sido utilizados como poderiam.
Acabamos dando espaço aos atacantes ganenses. Fomos salvos pela sorte e
por uma excelente atuação de Dida.
Desta
vez Juninho e Gilberto Silva não entraram tão bem como diante do Japão.
Dos reservas o que mais me agradou foi o meia Ricardinho.
Apesar da atuação que poderia ter sido melhor, acho que temos tudo para
vencer a França.
Creio
que o time francês vai entrar no sábado com a mesma tática que usou na
vitória sobre a Espanha, com uma defesa plantada e protegida por uma
linha de dois volantes e dois alas, para explorar os contra-ataques com
a movimentação de Zidane e Henry na frente.
O que
o Brasil não pode fazer é repetir o erro da Espanha e partir para a cima
caindo na armadilha francesa.
Claro
que o Brasil possui jogadores melhores do que a Espanha. O Zidane deve
ser bem marcado pelo Emerson e Zé Roberto e Lucio e Juan vão cuidar do
Thierry Henry.
O
Roberto Carlos não pode descuidar da marcação do ala Ribery. Ele é veloz
e habilidoso e pode dar trabalho.
No
ataque, o time brasileiro tem que impor um ritmo mais veloz, menos
cadenciado.
Nitidamente Ronaldo e Adriano não compõem a melhor formação para o nosso
ataque, mas acho que o Parreira deverá insistir com eles ao invés de
colocar o Robinho, que na minha opinião aumentaria muito a mobilidade da
equipe.
Devemos ter mais atitude ao recuperarmos a bola no meio-de-campo. Sair
rapidamente para o ataque, a exemplo do que fez o Lucio no segundo gol
contra Gana. Ele fez o desarme no meio do campo e rapidamente partiu
para o ataque pegando a defesa desprevenida.
Mas
eu acredito sobretudo na experiência dos jogadores que diante de um
adversário forte como a França vão saber aumentar o ritmo de jogo.
Não
podemos ficar esperando que o gol saia naturalmente, temos que forçar as
jogadas de ataque e para isso, volto a dizer, a presença de Robinho é
fundamental. |