O atacante Thierry Henry jogou
lenha na fogueira da rivalidade entre França e Brasil ao
relacionar a habilidade dos brasileiros com a bola nos pés à
falta de estudo. Segundo o portal Terra, Henry declarou que
quando criança não tinha muito tempo para jogar bola porque
tinha que estudar.
"É difícil definir os jogadores do Brasil, pois eles já nascem
com a bola nos pés. Por outro lado, quando eu era criança,
precisava estudar das 7h às 17h. Pedia ao meu pai para jogar
bola, e ele dizia que antes vinham os estudos. Já eles
(brasileiros) jogam futebol das 8h às 18h", disparou.
Nenhum jogador da Seleção Brasileira foi ouvido sobre o assunto,
até porque a entrevista do atacante francês foi concedida depois
que o time de Parreira já havia se recolhido para o hotel em
Bergisch Gladbach, onde estão concentrados.
Os jogadores da Seleção evitaram polemizar em torno do confronto
de sábado, o primeiro entre ambos em copas desde a fatídica
derrota por 3 x 0 na final do Mundial de 1998. O capitão Cafu
disse que não há porque falar em revanche, uma vez que o Brasil
foi campeão logo na edição seguinte da competição. “Vingança não
é uma coisa muito boa, e não devemos entrar em campo pensando
nisso”, arrematou o zagueiro Lúcio.
O único jogador a dizer que os franceses estão entalados na
garganta é o volante Zé Roberto. Ele era reserva da equipe de
Zagallo, em 1998, e não foi convocado por Felipão na campanha do
penta, em 2002. “Sabemos da dimensão deste jogo. Para trás ficou
a marca da perda do título, da vitória da França. Temos a
oportunidade de voltar a enfrentar a França, uma oportunidade
que às vezes não volta. A gente não vê a hora de enfrentar este
jogo aí”.