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O jogo virou. Depois da goleada por 4 a 1 em
cima do Japão, a imprensa estrangeira voltou a colocar a seleção
brasileira no topo, depois de muitas críticas após as duas primeiras
partidas.
Mas redenção mesmo ficou por conta de Ronaldo. Seus quilos parecem já
não importar mais depois de o atleta ter empatado com o ex-atacante
alemão Gerd Müller como o maior artilheiro da história das Copas, com 14
gols.
Como notou o argentino Clarín: "Criticar Ronaldo havia se
convertido em esporte mundial. Ele mastigou e engoliu tudo isso. Agora
se libertou".
Para o Olé, os brasileiros viraram "galácticos" após a terceira
partida. "Ronaldo demonstrou seu peso em ouro: fez dois gols, superou
Pelé, igualou Gerd Müller e foi a figura da partida."
A Gazzetta dello Sport, da Itália manchetou: "Brasil super,
espetáculo e gol". O jornal destacou que, mesmo com reservas em campo, o
Brasil venceu outra vez, mas desta vez jogando ao seu estilo.
O diário A Bola falou da "magia dos canarinhos" e que o
"todo-poderoso Brasil agora espera Gana". "Gordo?", questionou, de
maneira simples, a reviravolta de Ronaldo.
O britânico The Guardian não se rendeu por completo e disse que
"Ronaldo enfim voltou a alguma forma". Porém, continuou com: "A vitória
pode ter dado vários dilemas ao técnico Carlos Alberto Parreira, mas
decidir escalar Ronaldo já não é mais um deles". Já o tablóide The
Sun constatou que Ronaldo "tirou peso de seu corpo".
Na Espanha, o Marca, habituado à cobertura de Ronaldo e as demais
celebridades do Real, destacou que o brasileiro "igualou o recorde de
gols de Gerd Müller", assim como fez o As: "Brasil 4 - Ronaldo
iguala Müller".
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