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24/07/2008 - Sitepopular/

 

13 candidatos são reprovados em teste de português

 

Doze candidatos a vereador e um a vice-prefeito de um município do sul de Minas Gerais tiveram suas candidaturas indeferidas após reprovação em um exame de língua portuguesa realizado pelo juiz eleitoral local.

Os 13 candidatos são de Poço Fundo e todos, juntamente com os outros 47 candidatos, fizeram a prova, que não era obrigatória, após receber o convite do juiz Válter José Vieira.

As provas se resumiram a dois ditados. No primeiro, os candidatos tiveram que escrever: “O ministro Gilmar Mendes soltou pela segunda vez Daniel Dantas”. Nesta, 21 não foram bem. O juiz eleitoral resolveu, então, dar uma segunda chance. No novo ditado, os candidatos tiveram que escrever: “A realização de qualquer ato de propaganda partidária ou eleitoral”. Treze deles, porém, foram reprovados.

“Muito simples, um ditadozinho só. Não fiz nem matemática. Simplesmente não sabiam escrever”, afirmou Vieira. O juiz disse que o exame é permitido pelo Tribunal Superior Eleitoral desde que sejam feito individual e reservadamente com cada candidato. Pela lei, um analfabeto pode votar, mas não pode ser eleito.

O único vice-prefeito reprovado foi Francisco Souza, de 56 anos, do Partido Verde. Pedreiro, ele estudou até a quarta série do ensino fundamental. “Aplicação na obra é muito mais difícil do que isto. Ser vice-prefeito será mais fácil”, disse ele.

'Dois candidatos nossos foram impugnados, mas eles são semi-alfabetizados. Talvez por força de um nervosismo muito grande perante o juiz e promotora não conseguiram o desempenho. O partido vai até onde a Justiça nos permite', disse Irajá de Alencar, presidente do PSL.

Os demais candidatos e partidos também podem recorrer da decisão. No total, foram quatro candidatos do PV, dois do PMDB, PT, PTN e PSL e um do DEM.

 

Com informações do G1

 
 

24/07/2008 - Sitepopular

 

Após 5 mandatos, Justiça descobre que vereador em Pernambuco é analfabeto

 

Vinte anos exercendo o cargo de legislador e só agora a Justiça descobriu que ele não é apto para o cargo. O vereador João Gomes da Silva (PP), conhecido como João Miguel, cumpre seu quinto mandato consecutivo na Câmara Municipal de Cumaru, a 90 quilômetros do Recife. Mas sua candidatura à reeleição está ameaçada pela Justiça Eleitoral porque ele não conseguiu provar que sabe ler e escrever. João Miguel acertou apenas uma das quatro questões da prova de compreensão de texto, aplicada para comprovar que é alfabetizado, requisito para registro de candidatura.

O Ministério Público Eleitoral solicitou a aplicação do teste para 14 candidatos da cidade que não têm o ensino fundamental completo. Sete deles não atingiram a média.

O agricultor João Miguel, 66, conta que parou de estudar aos 12 anos, obrigado a trabalhar na roça depois da morte dos pais. O candidato disse que o texto da prova, uma reportagem sobre o aumento do preço do feijão no Brasil, "não entrou em sua cabeça". Resignado, ele diz que não pretende recorrer da decisão. João Miguel tem medo que lhe apliquem uma prova mais difícil. "Vou deixar a política para lá", afirmou.

De acordo com o promotor eleitoral de Cumaru, Hilário Marinho, os candidatos que recorrerem da decisão não terão que fazer nova avaliação. "O TRE vai analisar os resultados e julgar procedente ou não a candidatura", afirmou.

O vereador afirma ter feito a mesma prova para as eleições de 2004, quando foi reeleito para o quinto mandato, mas desta vez ele não conseguiu compreender o texto. "Passei meia hora fazendo o teste. Aquilo não entrou na minha cabeça de jeito nenhum", finalizou.

O promotor Hilário Marinho explicou que neste pleito, "o grupo de promotores se preocupou que o teste fosse elaborado e avaliado por pessoas que tivessem um nível técnico apropriado para dizer se o candidato era ou não alfabetizado".

Segundo ele, a prova foi elaborada pelo departamento de educação da Universidade Federal de Pernambuco e os postulantes precisavam acertar pelo menos duas das quatro questões. "A prova serve para avaliar o nível mínimo de alfabetização. Eles só precisavam ler e mostrar que compreenderam o que estava escrito", afirmou.

Com informações do UOL